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Cotia, o Fundo, as dúvidas, os números, as reflexões e um sonho: Sustentabilidade na maior potência do São Paulo que é sua base
Como existem muitas dúvidas, vamos tentar esclarecer o que sabemos para o debate sadio sobre o tema. Os moldes aprovados no Conselho de Administração serão submetidos ao Conselho Deliberativo ainda sem data pré definida.
Muitas versões saindo e para tal, buscamos as atualizações após o documento sair do órgão aprovador inicial para tentar explicar os pontos e cada um tome suas conclusões até a saída definitiva do documento. Vejamos:
O FIP é um Fundo Diferente do FIDC. Neste modelo, existe risco ao investidor, ao contrário das garantias ao investidor no outro modelo. É um a chance de alto ganho mas não há uma certeza ou garantia de retorno se tudo der errado.
Há quem questione sobre o processo ser legal na FIFA com empresas tendo direitos de jogadores o que é proibido. Mas não há direito vinculado a empresas, existe a emissão de debentures no ato da recepção do dinheiro, do aporte.
Uma debênture nada mais é do que um título de crédito uma companhia em que você poderá resgatar depois. Esses são os direitos do investidor. Logo, a ideia é receber de R$ 250 a 350 milhões e ceder 30% dos valores líquidos dos atletas vendidos de Cotia ou oriundos de Cotia do Sub15 ao Sub20 aos investidores.
Como foi calculado este valor? Contratos assinados e multas pré estabelecidas nos contratos atuais do clube na base foram projetados e calculados para estabeler o valor. O valor de formação gasto mais pagamentos de contratação, são abatidos do valor bruto total. Ou seja, se houve investimento de R$ 100.000,00 e a venda foi por R$ 1.000.000,00, o cálculo dos 30% será em cima de R$ 900.000,00 excluídos impostos, tributos, despesas, comissões e intermediações. Se abatidos estes números, sobrarem R$ 600.000,00 por exemplo líquidos, o cálculo será de 30% de R$ 600.000,00, logo a Galápagos e investidores receberão R$ 180.000,00 e o São Paulo efetivamente R$ 420.000,00.
Como o investidor tem certeza que o dinheiro irá para a base? Haverá um CFO junto com o time do clube tomando decisões, principalmente financeiras. Vendas baratas que incomodam a torcida, devem ter recusas fortes por parte de parceiros por conta de desvalorização de ativos. Atletas que já estão no profissional hoje mesmo vindos de Cotia, não entram na conta, um exemplo é Nicolas, Rodriguinho, Ryan Francisco.
Mas, atletas essencialmente Cotia, um exemplo seria Tetê, Pedro Ferreira, Igor Felisberto, eles já teriam direito se eles não subirem até o ato de assinatura.
A grana recebida tem que ir TOTALMENTE para Cotia. Só não entram R$ 50 milhões que tem que ser destinados DIRETAMENTE para abatimento das dívidas. Quem garante? A Galápagos controla o FIDC com a Outfield. Eles sabem.
Além do CFO, um Scout Master terá uma atuação junto com o atual time de Cotia. E pode ter mais incrementos futuros com mais grana vinda de outros investidores como um exemplo, Marinakis que pode participar do Fundo e ter um staff local.
Então, de cara: R$ 100 milhões aportados para Cotia. R$ 50 milhões para dívidas. R$ 75 milhões em 1 ano após recebimento dos R$ 100 milhões e mais R$ 25 milhões 24 meses após o recebimento dos R$ 100 milhões. Estes últimos R$ 100 milhões, também obrigados a serem gastos na base.
O fluxo obriga um reinvestimento de lucros das partes em novos atletas para o giro do fluxo se manter ativo. Vende, compra, vende e compra. A movimentação de entrada e saída de atletas em Cotia irá aumentar? Muito. Atletas podem sair e chegar fortemente sendo esperadas ao menos 12 a 15 vendas por ano.
O que não ficou muito claro ainda e este que vos escreve quer ler o documento final é quanto ao prazo de recompra. 5, 10 ou 15 anos. E aí mora o ponto…se você pode receber mais R$ 50 milhões ou R$ 100 milhões por metas no 5o ano, é sinal que você trabalhará para isto. E se há recompra dos títulos e a possibilidade de recomprar, ao mesmo tempo reinvestir, o clube precisa estar capitalizado e forte economicamente para isto.
Se o São Paulo não fizer funcionar, é uma amarra que pode soar com um princípio de SAF. Lembrando que a Outfield, gestora do FIDC, é especialista em transformação de clubes em Sociedades Anônimas do Futebol também. O ponto chave é a conta financeira e o grau de competência. Se o São Paulo conseguir um fluxo inesgotável de vendas e recuperação de ativos com reinvestimentos de parceiros, o círculo será VIRTUOSO. Será a competência não vencer, será outro VICIOSO.
O clube não tem que pagar dívidas deste FIP porque não são dívidas. Os investidores não tem recebimento garantido e aí reside o conforto. O desconforto é se Cotia faturar no nível Palmeiras em breve e os rendimentos forem estratosféricos com arrependimento futuro. Há o risco de parte a parte. O São Paulo pode se alavancar com capital líquido a mais que renderá menos R$ 50 mi de gastos em Cotia anuais no cofre do profissional e manter a roda girando na base.
Ter mais poder de compra com parceiros sedentos por lucro e querendo os melhores nível A, AA. Eles podem subir e render no campo e na grana. E sempre girar mecanismo de solidariedade que é uma máquina anual no clube. Pode ser a salvação ou uma amarra eterna.
E o Marinakis? Pode investir mais dinheiro no Fundo, aumentar a grana e também participar do círculo financeiro. Colocando equipes e envidando enormes esforços financeiros para os melhores do Brasil e América do Sul, África no processo que visa formar e vender ao mundo. Se tornaria uma “SAF” empresarial com vários players, assim podendo Cotia virar a potência pretendida. Ele ou outros, na verdade, mas hoje ele tem a preferência pelo aporte inicial e há uma pretensão de prioridade por R$ 100 milhões aproximadamente.
É um mega projeto com obrigações de melhoria de infraestrutura, profissionalização, Balancetes fixos separados só de Cotia aos investidores e regras regidas pela CVM com transparência obrigatória que é algo que o torcedor exige. A reversão de jogadores que devem ter chances no profissional? Evidente. Se investe em craques promissores, a tendência é o uso em detrimento de medalhões veteranos para dar sustentabilidade ao fundo.
Isso significa que Cotia terá cada vez mais jogadores no profissional com nível maior e melhor mas também com vendas constantes e com exigência de boas vendas pelo parceiro ou parceiros. Exatamente o contrário de hoje que temos veteranos, menos uso de base e vendas mais baratas. Essa é a luz no fim do túnel ou é só utopia?
O que você faria?
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O Bahia levou um garoto de 16 anos da base do cortinas pagando multa de 14 milhões. Fico na dúvida de qual vai ser a estratégia de captação, pois atletas A e AA semi-prontos tem valor de profissional já. E o lucro obtido, existe uma parcela mínima para reinvestir na base?
Está escrito aí irmão
Me expressei errado, queria saber a % dos lucros que deve ser reinvestida
Ah, isso não sei nessa minúcia toda. Mas é um valor interessante pelo que escutei pra fazer girar
Zanquetta, só confirma, por favor, se entendi direito: a questão de reinvestimento dos lucros pelo SPFC e parceiros é uma questão lógica para maximizar os lucros, porém, caso os parceiros não queiram reinvestir, mesmo assim eles terão 30% dos lucros até uma eventual recompra do SPFC? O risco para eles seria Cotia asfixiar e não revelar mais?
Marinakis entraria em qual fatia?
Não era resposta.
Depende. Ele pode negociar nossa ou deles mas sempre com anuência um do outro.
Mas se há um investimento de 100 milhões no clube, imagino que seja somente pela parte do São Paulo. Mantidas as bases da negociação com a Galápagos, significaria 12%. O São Paulo ficaria com 58%. Parece arriscado.
Dessa forma só consigo imaginar sua entrada via Galápagos, mas o dinheiro não seria do clube.
Não há certeza do que será depois.
Dada a confiabilidade desta diretoria, tô achando que vai se chamar Fundo de Recebíveis para Investimento em Cotia. FURICO. Já viu o que vai ser o final disso né.
Tem trava pra tudo.
Texto bastante informativo, parabéns Zanca.
De qualquer forma, permaneço incrédulo com o futuro financeiro do clube e acho que talvez o novo fundo pressione vendas prematuras de jogadores sem retorno esportivo para o clube.
O Fundo pressiona por não ter gastos altos de um lado. Cobriram com vendas e ruins.
Agora, nem vendas ruins podem fazer. O Cerco vai fechando.
Zanca
Bom dia .
Existe uma expectativa de data para votação e depois a implementação?
Votação deve ser no fim de setembro ou começo de outubro
Eu tenho algumas dúvidas:
1) Para que os cotistas tenham garantia de receber algo, haverá obrigação do clube em atingir X% durante um ano? Por exemplo, o clube pode fazer de 12-15 vendas, mas o clube é obrigado a fazer 12-15 vendas caso não atinja um valor X determinado?
2) Aprovado o modelo, o SPFC nunca mais faria vendas mantendo %? Serão apenas vendas de 100%? E se mantiver %, o cotista tem direito de receber em futura venda os mesmos 30%?
3) O mecanismo de solidariedade como clube formador entra na história? Afinal o SPFC teria parceiros para bancar a formação do garoto no ponto em que “Cotia é sustentável”.
4) Nesse sentido, o gasto de 40M/ano do clube com a base deixaria de existir por obrigação desses 250M (-50 para dívidas) serem destinados à sustentabilidade de Cotia, caso exista cotista pra chegar nesse nível de investimento? Pergunto isso pois se o assunto é sustentabilidade, Cotia deveria se manter sozinha. Esse valor de ~40M/ano daria 200M em 5 anos. Não sobraria um valor enorme para investimentos em talentos ao longo desse período.
5) Mesmo o São Paulo Futebol Clube, profissional e base, sendo o mesmo CNPJ, nenhum dinheiro levantado nesse FIP irá para o futebol profissional? Tirando a parcela de 50M para dívidas, o resto será diluído apenas para a base?
Muitas respostas estão no texto.
É? ok então.
Caraca, é sério que na sua cabeça o dono de 70% do lucro futuro tem que mamar no sócio que tem os outros 30%? Na boa, eu NUNCA investiria em um negócio que você toca!
Essa do mesmo CNPJ é falso! Dá um google rápido ai e você vai ver a relação de CNPJs do São Paulo Futebol Clube!
Como o fundo terá 30% dos jogadores que já estão em Cotia, do Sub 15 ao 20, eles já sabem que tem garotos potencialmente que já cobrem esses R$ 250 mil. Isso configura antecipação de receitas e pode até comprometer as próximas administrações do clube, forçando já a curto prazo a transformação de SAF por solvência.
Não é verdade contabilmente
Tanta engenharia pra receber cerca de 250 milhões enquanto tem clube por aí ganhando quase isso na venda de um único sub-17.
na vdd vai receber so 50, o resto vai para Cotia!
No papel é tudo bonito e promissor, mas a realidade quase sempre é outra.
A pressão para se fazer dividendos vai ser forte. Me passa a impressão de que dificilmente teremos alguém da base se consolidando no time de cima. Hoje já é assim, acho que pode piorar.
E não me parece que teremos um retorno financeiro maior do que temos hoje.
Como aparentemente o FIDC não atingiu o objetivo esperado, e a diretoria não fez a principal lição de casa, é a forma que encontraram para estancarem a hemorragia momentaneamente. Mas a ferida vai continuar aberta.
Dificilmente veremos coisas promissoras e boas escritas no comentários.
Comentário lúcido, e tenho os mesmos receios citados por você.
Cara, na boa… O SPFC tava endividado, com problema de fluxo de caixa (atrasando pagamentos) e sem projetos relevantes pra gerar receitas no futuro em grande escala.
Agora o SPFC está reestruturando a dívida, parou de atrasar pagamentos e está trabalhando pra ter um projeto com investimento relevante para o futuro.
Não estou falando que tá tudo maravilha ou que concordo com tudo, mas o cenário claramente é outro….
Pq tanto ódio?
Tem falhas. Mas o povo fomenta o odio e isso vira hype
O texto traz luz, porém, também mostra as trevas, podemos ficar amarrado / dependente desse capital de terceiro.
Como diz o PVC para que vender a base por 200 a 350 mi já que o São Paulo em um momento ruim com vendas ruins vendeu 270mi.. entendemos que fluxo de caixa não é efetivamente a venda e o que sufoca o São Paulo é o fluxo de caixa..
Porém, basta uma reflexão para sabermos que o São Paulo sofre com fluxo de caixa, porque não quer diminuir seus gastos: renovação do Luis Gustavo foi um erro, Contratação de Oscar foi outro, contratação de Tapia e Dineno, nesses casos deveriamos usar a base (e o tecnico que se vire)
há alguns anos Galopo foi um erro, Orejuela foi um erro, o titulo da copa do Brasil foi um erro, esse ano teve um deficit de 300mi isso com o titulo da Copa do Brasil e venda de Lucas Beraldo, imagina se o São Paulo não tivese ganhado.
é tanta coisa que parece piada, e hoje é muito facil afirmar que o Leco foi muito melhor que o Casares.
O futuro do São Paulo está a perigo com o FIP,
PVC fez uma conta de 227. E nunca vendemos nessa quantidade.
Além disso, 227 é bruto. O Líquido disso cai absurdamente e recebemos o $ líquido.
Faça contas e veja que o que ele fala é uma asneira.
Vende a mina de ouro. Claro que o sao paulo sera sermpre prejudicado. Bilionários nao são idiotas de entrar nisso sem certeza de retorno, se nao der certo eles dao jeito de cair fora, nao importa contrato. Nao se iludam.
Nao é vend. Informe-se.
Eu acho a ideia ruim só de ser aventada, pois escancara o amadorismo da direção que deixou o clube chegar a esse ponto. Dito isso, se é a ÚNICA alternativa para o clube conseguir se equilibrar e depois seguir por conta própria sem precisar aporte de uma futura SAF, então que seja feito.
A questão é: quanto tempo valerá isso? se for no máximo 5 anos, menos mal. Agora se passar disso, as chances de ser o PIOR negócio da história do SPFC é muito grande.
Se em um ano em que vendemos de forma horrível o clube conseguiu arrecadar mais do que esses 250 milhões (30% seria 75 milhões), em 5 anos vendendo mal como hoje o fundo arrecadaria 375 milhões. Descontando o que foi investido, eles teriam um lucro de 125 milhões nesse período.
Só que essa conta é vendendo MUITO MAL. Agora imagine começando a vender mais caro, quanto dinheiro o SP não estaria perdendo? sei que a conta acima não é exata porque tem que tirar despesas e tal, mas considerando que contrataremos jogadores AAA que serão vendidos por no mínimo 100 milhões de reais, e a projeção é vender muito mais, digamos 6 jogadores já que 10,12 eu acho ilusório, vamos contar 6, então seriam 600 milhões/ano, que dariam uma perda em torno de 180 milhões ao SP por ano. Em cinco anos o prejuízo já seria gigantesco, imagine em mais tempo do que isso?
Então repetindo o que falei no início que se essa for a ÚNICA opção para conseguir fazer a roda girar e termos um futuro melhor, que se faça. Porém no máximo 5 anos (que no futebol é uma eternidade). Mais do que isso, o que já é um negócio ruim, passará para a história como uma das maiores cagadas ou bandidagem da história deste clube.
Puta lero-lero. O que eu acho mais engraçado são os nomes de cargos em inglês pra passar credibilidade: CFO, Scout Master…
O golpe tá aí, cai quem quer
Após tudo que o zanca colocou e explicou , e nao sendo expert no assunto, eu realmente não faria esse mudança, digo isso baseado na incerteza de como as coisas podem decorrer, claro todos imaginamos e queremos o melhor para o tricolor e que este modelo de negócio decole para sermos beneficiados, porém a chance disso não ocorrer também existe, e pensando nessas duas possibilidades realmente não acho interessante este modelo financeiro, em um sistema que já está funcionando e está definido minimamente bem.
O negócio pode até trazer grana pro São Paulo, mas tem vários lados ruins ( na minha opinião ). O clube perde um pouco do controle porque os investidores vão meter o bedelho nas decisões de Cotia. Fora que 30% do lucro das vendas vai pra eles, não pro São Paulo. Isso também vai gerar uma pressão pra vender moleque toda hora, tipo 12 a 15 por ano. na pratica vai ser uma SAF escondida, vendendo a nossa galinha dos ovos de ouro por dinheiro rapido.
Se Cotia não vender bem, o clube fica queimado e perde moral completamente no mercado ai F***deu de vez. Se Cotia estourar e virar uma maquina de dinheiro, o arrependimento vai ser gigante por ter dado uma fatia pros caras de fora. Sem falar no risco de ficar dependente de investidor, tipo Marinakis, e acabar refém deles. E se a gestão errar a mão, aí vira um ciclo de dívidas e vendas ruins, que só afunda mais o São Paulo. A torcida tem muito zelo e carinho por cotia, então ficamos muito precupados
Fala, Zanca! Pelo que entendi o fiel da balança sobre o fundo ser um bom negócio ou não será o prazo estipulado para vigência dele.
Qual cenário você acha mais plausível e rentável para o SPFC? 5, 10 ou 15 anos?
Após esse período os 30% negociados retornam NECESSARIAMENTE ao controle do clube OU PRECISAM ser recomprados?
Parabéns pelo trabalho!
Depende de quanto há de reinvestimento obrigatório anualmente após vendas, isso pra mim é o mais importante.
Muito obrigado!
Parabéns Casares, vc vendeu/dou cinco jovens da base do São Paulo, por menos que 1 jovem da base das pepas, vc é um gênio, FBI, PF, urgente, #foracasaresebando !!
Zanca,o grupo quando for comprar os meninos dos times,eles vão comprar 100% do menino ???
Provavel
Minha análise:
Fundo de Cotia: o que já entendemos e o que ainda precisa ficar claro
Ao longo dos últimos dias, saíram várias matérias sobre o Fundo de Cotia e, como torcedores atentos, já conseguimos enxergar o cenário completo. Não é mais só manchete de “venda de Cotia” ou discurso de “legado”. O debate amadureceu, e dá pra separar bem os pontos positivos, negativos e o que ainda precisa de ajuste.
Pontos positivos já confirmados
Não é venda da base: trata-se de um FIP regulado pela CVM, com investidores comprando debêntures. Ou seja, eles assumem risco real e não têm garantia de retorno automático.
30% apenas sobre o líquido: impostos, taxas e custos de formação são abatidos antes do cálculo. Isso evita o clube pagar sobre valores inflados.
Verba carimbada para Cotia: R$ 100 mi iniciais obrigatoriamente para a base, mais R$ 100 mi em dois anos. Apenas R$ 50 mi vão direto para dívidas.
Governança: presença de CFO e Scout Master junto ao clube, com relatórios auditados, promete mais profissionalização e transparência.
Potencial de expansão: se bem usado, o aporte pode transformar Cotia em potência global, elevando vendas médias de €12 mi para €18–20 mi e aumentando a presença de garotos no profissional.
Pontos negativos e riscos
Prazo de recompra indefinido: pode ser 5, 10 ou 15 anos. Se alongar demais, vira uma amarra que limita o clube no futuro.
Meta de 12–15 vendas/ano: pode estimular giro excessivo de atletas, transformando Cotia em vitrine de liquidação e não em celeiro de craques para o time principal.
Risco de SAF disfarçada: a Outfield, parceira do projeto, é especialista em SAF. Se não houver travas, o fundo pode virar porta de entrada para uma SAF parcial ou total.
Dependência externa: investidores querem lucro. Se a gestão do SPFC não souber equilibrar, o interesse esportivo pode ficar em segundo plano.
Comunicação truncada: a cada nova matéria, aparecem ajustes no discurso (30% fixos → “até 30%”, todo Cotia → só futuros contratos, etc.). Essa falta de clareza abre espaço para ruído e desconfiança.
Como alinhar melhor os pontos negativos
Definir prazo curto de recompra: máximo de 5 anos, com fórmula clara de saída (IPCA + prêmio fixo).
Limitar giro de atletas: atrelar cláusulas para garantir que o uso no profissional seja prioridade, e não apenas venda.
Carimbo real da verba: relatórios públicos que mostrem quanto foi investido em scouting, tecnologia e infraestrutura, não só em folha e dívidas.
Veto de ingerência esportiva: deixar claro que escalação e aproveitamento são decisões do clube, não do fundo.
Comunicação transparente: apresentar à torcida um resumo oficial simples, evitando interpretações distorcidas.
Conclusão
O Fundo de Cotia não é bicho-papão, mas também não é salvação automática. Tem potencial para ser um círculo virtuoso (mais grana → mais estrutura → mais vendas → mais grana) ou para virar um círculo vicioso (giro de jogadores, dependência e arrependimento futuro).
Cabe ao SPFC alinhar os pontos críticos antes da votação no Deliberativo. E cabe a nós, torcedores, seguir antenas ligadas: apoiando o que fortalece o clube e cobrando o que pode comprometer o futuro.
Pessoal ainda não entendeu que a privatização total ou parcial é a única forma hoje de tornar o São Paulo ou qualquer outro clube do Brasil viável, na minha opinião a FIP ainda foi muito conservadora dada a situação do clube, eles teriam que tacar o fod.. se para a repercussão externa (assim como foi no Flamengo e peppas) e fazer oque é certo para o clube, coloca o acordo para 51/49, pega uma grana considerável nesses outros 19% e joga nossa dívida lá pra baixo. A inflação dos últimos anos e o aumento da Selic tornaram a operação tradicional dos clubes de futebol insustentável, ou coloca as contas em dia ou o clube está morto, as peppas, o flamidia, o Bahia, agora o Fluminense, são todos clubes que tendem a nadar de braçada nesse cenário de caos econômico no país.
Fala, Zanca! Pelo que entendi o fiel da balança sobre o fundo ser um bom negócio ou não será o prazo estipulado para vigência dele.
Qual cenário você acha mais plausível e rentável para o SPFC? 5, 10 ou 15 anos?
Após esse período os 30% negociados retornam NECESSARIAMENTE ao controle do clube OU PRECISAM ser recomprados?
Parabéns pelo trabalho!
Sem ler o documento todo, não posso afirmar se é bom ou ruim.
X da questão é o tempo. Como tudo nessa gestão nada é claro, por exemplo, se pegarmos o que foi vendido em 25, 200 milhões aproximado, só pra conta empatar, o clube precisaria vender em media, 260 milhoes a partir da assinatura. Os 50 milhões para abater divida, são insignificantes mediante a 1bi, ou seja, não tira o São Paulo da enorme crise financeira. Outro ponto é essa capitação de jogadores e transferência quase que imediata para o profissional, tendo em vista, que a transição hoje não é bem feita, e os custos com o elenco profissional hoje. Não me parece o movimento oportuno por quem colocou o SPFC na situação desesperadora atual. Projetos de medio e longo prazo com sucesso não é a marca desta gestão.
Zanca, O que você acha do modelo de governança do Green Bay Packers? Empresa de capital aberto, sem fins lucrativos, de propriedade coletiva, com mais de 537 mil acionistas, que são sócios-torcedores. Com o tamanho da torcida do SPFC (estimada em 23 milhões de pessoas) e se o clube vendesse “ações” (certificados de propriedade) por R$ 1.500 cada, seguindo a proporção de adesão da torcida dos Packers, o clube poderia arrecadar mais de R$ 3,7 bilhões.
Será que a torcida pagaria 1.500 cada um sem saber quem governaria?
As ações dos Packers não pagam dividendos, não podem ser vendidas para lucro e garantem aos torcedores acionistas o direito de voto. Hoje, o clube é administrado por mais de 537 mil sócios-torcedores. A ideia é capitalizar o clube sem entregar o controle a um investidor de fora e, ao mesmo tempo, torná-lo mais democrático.
Os torcedores “acionistas” votariam para eleger o Conselho de Diretores e o Comitê Executivo. O clube concederia direito a voto ao sócio-torcedor para se capitalizar e sair da crise financeira. Com as contas em dia e maior poder de barganha, poderia estudar o modelo do Bayern de Munique, que é muito interessante.
Isso não é perigoso? Digo, provavelmente após isso, o técnico será praticamente obrigado a utilizar jogadores de base constantemente, mas onde ficaria a autonomia de colocar quem ele acha que está melhor?
São várias as ressalvas nesse modelo de negócio, podemos nos amarrar em uma coisa que mais prejudicará do que trará benefícios, ainda mais que depois temos que recomprar esses 30%, isso é muito perigoso de verdade.
É um negócio de alto risco, e que se não estiver cada coisa muito bem detalhada, no futuro podemos pagar caro por isso.
A principal questão o texto não respondeu:
PRAZO do negócio.
Principio básico de investimento é o tempo,
O SPFC continua minimamente competivo hoje por 2 fatos: a torcida do Estádio e Cotia.
Finanças Tricolor (procurem no Instagram o perfil, e a postagem Fundo de Cotia) fez um levantamento de quanto o SPFC ganhou nos últimos 10 anos:
vendemos 1,2 bilhões em vendas, ficando com lucro líquido de 84% destas vendas.
Só de solidariedade foram 90 milhões.
Então primeira informação a ser desmentida, que o SPFC não tem percentual relevante dos passes dos jogadores, TEMOS SIM. O repasse médio foi de 7%, e mais 9% de intermediação.
Se Cotia custa 50 milhões por ano, e o investimento é de R$ 250 milhões por 5 anos, a conta empata. Se for 10 anos o investimento nem paga as contas de Cotia.
A marca SPFC precisa de um grego de origem duvidosa para vender jogador na Europa? PARAAAA.corrigi
Nossa dívida bancária é de 250 milhões (mais ou menos) conforme o balancete de 2024.
Estes 50 milhões só reduzem 20% dela, não resolve o problema,
E o FIDC? Qual resultado dele? alguém tem esta informação?
O SPFC precisa reduzir a despesa do futebol e aumentar suas receitas de marketing.
A gente gasta o mesmo que o Palmeiras e tem uma receita de marketing 50% menor do que o tamanho da nossa torcida.
Porque esta diretoria que está 5 anos no clube não corrige isto?
Infelizmente ela não tem transparência e nem passa credibilidade para um negócio complexo e de tempo tão extenso (que nem sabemos qual será).