Imagem promocional de cassino mostrando uma mulher atraente em um ambiente festivo, acompanhada de texto chamativo sobre bônus e promoções.

São Paulo em 2025: é hora de encarar a realidade

Jogador de futebol do São Paulo com expressão de preocupação, tocando a testa enquanto caminha no campo durante um jogo.
Imagem promocional de caça-níqueis, destacando uma oferta de registro com bônus e valores de apostas, com elementos gráficos como moedas e um jogo de slot em destaque.

‘Hoje é 1º de junho. Já se foram cinco meses de temporada, e algumas conclusões se impõem. A principal delas: o São Paulo ainda não encontrou uma forma de jogar que seja minimamente constante. O time oscila, e muito.

Depois de quase cair no Paulistão, Zubeldía encontrou alguma estabilidade apostando nos três zagueiros. Ganhamos força defensiva, conseguimos resultados e a confiança voltou um pouco. Mas bastou a situação acalmar que o técnico voltou ao esquema que prefere — e os resultados, infelizmente, desapareceram. Hoje, até empatar parece difícil.

É verdade que temos muitos desfalques. As lesões têm sido um problema real. Mas isso não pode justificar tudo. O técnico precisa ajustar o time com o que tem em mãos. Ontem, contra o Bahia, havia alternativas para reforçar o meio-campo, ou até mesmo para repetir a formação com três zagueiros que tantas vezes funcionou quando a situação apertou. Faltou leitura de jogo — ou coragem para mudar.

Sinceramente, não acho impossível que o São Paulo vá longe nas Copas. Nosso time é imprevisível, e nossa camisa tem peso. Mas olhando com lógica, e não com o coração, é difícil imaginar um caminho seguro até uma final de Libertadores ou Copa do Brasil. Pra isso, precisaríamos de todos os jogadores disponíveis ao mesmo tempo — e que todos jogassem bem, em sequência. Hoje, isso parece um cenário distante.

E quanto a reforços? Vamos ser francos: a situação financeira do São Paulo é tão ruim que, sim, podemos até contratar alguns jogadores, mas dificilmente virão grandes nomes. Não temos dinheiro para trazer um jogador com o impacto que o Amoroso teve em 2005, por exemplo. Então precisamos parar de sonhar — e começar a encarar nossa realidade.

Por isso, acho que este momento de pausa deve servir para uma reflexão séria. O que o São Paulo quer da temporada? Qual deve ser o foco real a partir de agora?

Na minha humilde opinião: o Campeonato Brasileiro.

Não, não vamos brigar pelo título. Mas o Brasileirão é traiçoeiro: se você vacilar, cai. Se deixar em banho-maria, não vai pra Libertadores. É o campeonato que garante o básico — e é onde estamos deixando pontos de maneira preocupante.

Legal estar invicto na Libertadores. Mas no mata-mata, uma bola mal rebatida, um pênalti mal marcado e tudo vai por água abaixo. Não podemos apostar todas as fichas nisso.

Ir com titulares contra Náutico e Talleres, enquanto jogadores importantes não estão disponíveis em partidas cruciais do Brasileirão, me parece um erro estratégico enorme. Falta perceber que 2025 é um ano pra sobreviver, não pra ousar.

É hora de focar no que é essencial. Jogar com seriedade. Parar de fazer apostas. Pensar menos em reforços milagrosos e mais em ajustes internos com o que temos.

A prioridade tem que ser o Brasileirão.

E mais: nós, torcedores, precisamos nos unir em torno dessa cobrança. Daquela música em que cantávamos o que nos diferenciava dos rivais, sobrou apenas uma linha que ainda nos orgulha: “nunca fui rebaixado”. Que essa distinção siga viva — e eterna. Por: Daniel Menezes


Descubra mais sobre Blog do São Paulo

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.