
André Cury é uma figura central no mundo dos negócios do futebol, com uma carreira de 30 anos como agente de jogadores. Durante a janela de transferências, ele lida com uma enorme quantidade de ligações, estimando receber centenas por dia. Esse ritmo intenso é tão desgastante que, para manter a sanidade, ele chega a desligar o celular para dar um descanso a si mesmo e focar nos bastidores da própria vida.
Cury sempre teve talento para os negócios, mas sua trajetória no futebol começou após ele trocar suas primeiras empreitadas, como a venda de automóveis e até saltos de bungee jump, pelo trabalho de agente. A decisão de entrar nesse mundo foi crucial para ele, que se tornaria um dos mais respeitados e renomados agentes de jogadores no cenário global.
Ao longo de sua carreira, Cury realizou mais de três mil transferências, movimentando bilhões de reais entre clubes do Brasil e da Europa. Sua importância é ainda mais destacada pelo fato de ter sido responsável por três das cinco maiores vendas do futebol brasileiro.
Em entrevista ao GE, ele falou da carreira de Hernanes e como ele se recusou a deixar o SPFC para ir ao Barcelona de Guardiola por ser muito sãopaulino:
“Quando entrou o Guardiola, a gente contratou o Henrique. Na verdade, a gente ia contratar o Hernanes. Na época o São Paulo mudou a multa dele. Ele era muito são-paulino e falou que não ia discutir. Eu acho que foi um erro dele, de carreira. A gente respeitou e ele continuou no São Paulo. Depois de dois anos ou três, foi para a Lazio, mas perdeu de jogar naquele super time. E o Hernanes era muito vistoso, jogava com as duas pernas, ia se dar muito bem naquele time.”
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Iguais a esse daí só na mega-sena do futebol.
E seria legal demais ter visto o Hernanes naquele Barcelona.
Um jogador desse nível, no auge (ou prestes a alcançar o auge, pois jogou demais na Lazio também), que jogava com as duas pernas e ainda ao lado de Xavi, Iniesta, Messi e cia.
O Barcelona teria levado um jogador de características que, por incrível que pareça, teria melhorado o time deles.
O Fábregas, por exemplo, não conseguiu acrescentar lá uma vez que não trazia nada de novo / diferente do que já tinham.
O Hernanes jogava com as duas e tinha justamente algo difícil para o Barça quando pegava os ditos “ferrolhos anti-Barça” (Inter do Mourinho e aquele Chelsea): o chute de longa distância.
Esse merecia a oportunidade.
A verdade mesmo é que Miranda e Hernanes não eram jogadores, naquele momento, para Atl de Madrid e Lazio. Eram jogadores nível Real, Barça, United…
O Miranda ainda participou do crescimento do Atl Madrid, mas também foi muito mais zagueiro do que muitos que estavam em times de primeira prateleira naquela época.
Se o Hernanes tivesse ido praquele time eles nem teriam contratado o Fábregas. Se tivesse o Miranda então…
Concordo muito com essa parte do chute à longa distância. Aquele Barcelona envolvente carregava a bola até quase debaixo do gol. Se tivesse um jogador que surpreendesse as retrancas com um canudo lá no ninho da coruja, ambidestro ainda… tenho certeza que não iam armar ferrolhos anti-jogo e por conta disso gente como o Iniesta ia ter muito mais espaço pra jogar e faria muito mais estrago que fez nos adversários durante a carreira.
Na minha imaginação seria realmente o melhor Barcelona da história, talvez o melhor europeu da história do futebol.
Hernanes >>>>> Ramires, ponto.
O Hernanes não conseguiu acertar um único chute no gol do Inter em 2010 na Libertadores, as bolas passavam tirando tinta. Foi seu último jogo. Os caras sulistas fizeram um gol cagado, com a bola desviando na barreira.
profeta sendo Profeta! Se continuasse aqui naquela primeira volta da China…