image 61

Artilheiro de Cotia, marcou gol importante na Libertadores pelo SPFC e uma década no Japão. Este é Ademilson, hoje, jogando no Água Santa de Diadema. Em entrevista ao GE, ele explica os planos de se afirmar no pequeno time paulista:

“É um campeonato muito importante para todo o Brasil, para todo jogador que quer estar no cenário ou que quer voltar ao cenário, também, do futebol brasileiro. E o Água Santa vem fazendo boas campanhas nos últimos anos, então vi como uma grande oportunidade de jogar o Paulista. Aceitei esse desafio, estou muito feliz de estar aqui e espero terminar esse campeonato bem, deixar o Água Santa onde ele deve ficar, que é na primeira divisão, e depois disso ver o que vai ter para mim de portas abertas e seguir minha carreira”.

Ademilson veio embora por conta de dirigir alcoolizado e causar um acidente. Mesmo artilheiro da equipe, na cultura japonesa não se aceita e ele teve que retornar. “

“Aconteceu para eu mudar também nesse sentido. Claro que eu deveria mudar sem precisar passar por isso, mas isso também é importante. E estou muito arrependido de ter saído desse jeito de lá, porque era um time que eu já estava havia cinco anos, um país que estava há seis anos. Então, por tudo que eles fizeram por mim e pelo respeito que conquistei lá, deveria ter saído de outra forma. Fiquei muito triste, muito chateado da forma que saí.

Não tem conversa, não tem justificativa. Não tem, “ah, mas é que eu tomei uma ou tomei cem ou tomei duzentos”. Não tem conversa. Se você tomou e fez, ou você fez alguma coisa errada que sabe que é errado, não tem conversa. É disciplina, a educação deles é gigante e não tem justificativa. Você sabe o que é errado e vai pagar por isso. E foi o que aconteceu comigo”

SPFC: “É complicado, você vem de família pobre, sem ter muita coisa e do nada conquista quase tudo que almeja: financeiro, carro bom, morar bem, a fama. E aí você coloca aquele peso nas costas, até certo ponto é bom, é maravilhoso, mas chega um momento de pressão que também acaba atrapalhando muito. Na minha época tinha acabado de sair o Lucas, já me tinham ali como próximo a ter uma venda igual à dele, a fazer o que ele fez, chegar à seleção e tudo, infelizmente eu não consegui.

Então o pessoal tem aquela esperança, às vezes muito mais até do que você e acaba se frustrando muito, então acho que isso atrapalha um pouco o jogador jovem. Mas com a minha carreira sou muito feliz, muito realizado. Essa década que eu fiquei fora para mim foi muito boa, foi maravilhoso, mas as pessoas, os torcedores, acabam depositando muita esperança em você e acabam se frustrando muito.


Descubra mais sobre Blog do São Paulo

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.