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Eu também tenho questionado o trabalho do Zubeldia. Vejo a insistência em um esquema que não funciona – se o quadrado mágico da seleção não funcionou, imagina o nosso. Rogério Ceni tentou, Carpini também, e o resultado foi sempre o mesmo: um time exposto, sem equilíbrio e sem desempenho. Acho que Zubeldia insistiu até perceber que não funciona (ou assim eu espero). E justamente por isso, antes do jogo contra o Palmeiras, eu já esperava o pior. Mas não foi bem assim.

Acompanhei muitas reações de amigos e amigas são-paulinos após o empate com o Palmeiras. E olha, parecia que tinham perdido de goleada! Em diversos meios e canais, vi um número gigantesco de torcedores questionando e criticando o time por ter jogado de forma defensiva. Nesse momento, confesso que gostaria de ter uma máquina do tempo, voltar para antes do jogo e perguntar a esses torcedores: o empate é um bom resultado? Se eu te oferecer o empate agora, você topa?

Acredito que muitos topariam. Mas, por algum motivo, depois do jogo, vejo uma grande revolta que, sinceramente, não faz muito sentido. Vou compartilhar meu sentimento pré-jogo: achava que o São Paulo iria manter o “quarteto trágico” (sim, porque ultimamente parecia filme de terror) e perderia para o Palmeiras. Minha vontade de assistir ao jogo era quase zero. Mas quando deu 17h30 e a escalação foi anunciada, vi uma mudança! Aquela mesma mudança que temos cobrado: um time escalado especialmente para o jogo, esquema diferente, jogadores diferentes. E não é que me bateu um ânimo?

Durante toda a partida, vi um time comprometido, com total entrega e se esforçando muito. Claro, tem muita coisa para melhorar, mas isso me deu esperança. Será que nosso técnico, que parecia travado com um único esquema de jogo, está começando a ver a luz no fim do túnel? Jogar por resultado não é ruim, minha gente. Na verdade, jogar por resultado é bom demais. Afinal, melhor empatar do que arriscar sair com um chocolate, né?

Agora, fica a questão: faz sentido uma torcida criticar seu time por um empate fora de casa, com torcida única do adversário, um árbitro que parecia ter esquecido o apito para um dos lados, contra um dos melhores times dos últimos anos? Na minha opinião, a revolta é um reflexo dos jogos anteriores!

Nenhum time do mundo consegue ganhar todos os jogos. Reconhecer que um jogo é mais difícil que outro e se adaptar a isso é de uma virtude. É muito mais fácil ganhar três pontos em casa contra o Velo Clube do que fora contra o Palmeiras, certo? Então, o problema não está no empate contra o Palmeiras, estava no empate contra o Velo Clube. E se depois de um jogo trágico nosso time mudou de estratégia, isso é um baita avanço.

Na minha opinião, a reação da torcida após o jogo contra o Palmeiras é um grito entalado dos três jogos anteriores e da menor utilização dos jovens do que o esperado. Mas calma lá! Vamos separar o joio do trigo. Os jogos antes do Palmeiras foram terríveis. O jogo contra o Palmeiras foi bom. Poderia ter sido ótimo se tivéssemos organizado melhor os contra-ataques, mas não era motivo para tanta gritaria. Vamos dar um crédito, né? Até porque, do jeito que estavam as coisas, um empate contra o Palmeiras já foi um pequeno avanço!

Agora, Zubeldia tem a oportunidade de mostrar à torcida que não é o maestro de um samba de uma nota só. Tem dois jogos pela frente com peso relativamente tranquilo, pode evoluir o esquema com três zagueiros, testar alternativas, testar jovens… só não pode voltar ao que não estava funcionando.

Afinal, como diz aquela famosa frase: “Insanidade é fazer a mesma coisa e esperar resultados diferentes”. Entendeu, Zuba? Por: Daniel Menezes


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