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O São Paulo assumiu novas obrigações financeiras com o FIDC (Fundo de Investimento de Direitos Creditórios), recentemente aprovado para ajudar a reestruturar sua dívida bancária. A partir da próxima temporada, o clube terá um teto anual para investir no futebol, definido em R$ 350 milhões ou metade da receita bruta do ano anterior, o que for menor.

Esse limite inclui despesas com salários, direitos de imagem, encargos trabalhistas e contratações de jogadores. Nos últimos anos, o São Paulo ultrapassou esse tipo de limite. Em 2021, por exemplo, o teto era de R$ 223 milhões, mas o clube gastou R$ 369 milhões.

Em 2022, o limite foi de R$ 291 milhões, e o clube investiu R$ 356 milhões. Em 2023, com um teto de R$ 350 milhões, o São Paulo novamente gastou acima, somando R$ 426 milhões.

O FIDC prevê a captação inicial de R$ 240 milhões para o pagamento de dívidas bancárias com altos juros e prazos curtos, com um prazo de quatro anos para quitação.

Caso o clube descumpra o teto estabelecido, poderá enfrentar restrições financeiras e operacionais, dificultando ainda mais sua gestão e capacidade de investimento.

Além disso, o fundo traz uma possibilidade de flexibilização: se o São Paulo arrecadar mais de R$ 150 milhões com vendas de jogadores, o valor excedente poderá ser reinvestido no futebol, incluindo contratações e desenvolvimento da base, mas sempre respeitando os limites orçamentários definidos pelo fundo.

Veja os valores levantados pelo Globo Esporte: Teto de investimentos no futebol

Receitas do ano anteriorTeto do anoSaláriosContrataçõesTotal de investimento
2021447.703223.852307.71862.107369.825
2022582.858291.429263.79393.144356.937
2023751.802350.000343.52282.613426.135

Fonte: Balanços financeiros do São Paulo *Valores em R$ mil corrigidos pelo IPCA


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