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O Presidente do São Paulo, Julio Casares, esteve ontem na CBF na Comissão Nacional de Clubes que tem representantes das Séries A, B, C e D do cenário nacional. A CBF não promoveu o encontro e normalmente não escuta os clubes que cada vez mais se articulam sozinhos. Entre os clubes da Série A, estavam São Paulo, Fortaleza, Fluminense, Atlético GO e Internacional. Entre os assuntos, o principal foi o calendário.
Entretanto, além de Calendário que em 2025 será esmagado pelo Novo Mundial de Clubes, existe a questão da qualidade dos gramados, mando de campo na Copa do BR com novidades de jogo único na casa dos times de melhor ranking entre outros. Não há ainda uma posição definitiva e um novo encontro ocorrerá em meados de Junho deste ano. https://saopaulo.blog/
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Era fácil de resolver isso diminuindo datas dos campeonatos estaduais, ou simplesmente, tirando os clubes de série A. Pra isso, o BR deveria aumentar a premiação e as federações deveriam fazer um trabalho muito mais pesado com os times do interior e de séries B, C e D do Brasileiro. Os clubes sabem como resolver a situação do calendário, mas envolve muita política e não parece que é algo que estão dispostos a enfrentar agora.
Por isso, fazendo o advogado do diabo, é até injusto quando citam desorganização por parte da CBF no quesito “falta de datas” pq outras ligas de primeira prateleira não são espremidas por campeonatos regionais. Nós simplesmente queimamos 4 meses.
Isso é difícil de acontecer por causa do jogo político por trás. A CBF depende das federações politicamente para se sustentar, e as federações seriam muito enfraquecidas e desprestigiadas com o fim dos estaduais ou mesmo sem os grandes jogando.
Os paulistas seriam os primeiros contrários a uma retirada do estadual, já que isso representaria menos dinheiro de TV, não tendo como consertar isso nas cotas do brasileirão, já que a TV teria que pagar um valor compensatório a maior para os paulistas e, obviamente, os demais não aceitariam tal “privilégio”.
Contudo, acho que seria possível uma negociação com a TV no sentido de oferecer menos datas, mas que geram mais interesse no telespectador. Exemplo: os times paulistas da série A do brasileirão entrariam numa segunda fase do campeonato, juntando-se aos melhores da fase prévia, totalizando oito clubes. Seriam apenas 7 rodadas, que ganhariam muito mais importância e caráter decisivo, gerando maior audiência. Faria a semifinal em jogo único e a final em dois. No total, os finalistas teriam apenas 10 datas a cumprir, 6 a menos que o modelo atual.
Talvez a TV comprasse a ideia, já que seriam 10 datas bastante decisivas, recheadas de clássicos.
Mas o ideal mesmo seria, na fase em que entram os grandes, fazer dois grupos de quatro times pra classificar os dois melhores de cada para a semifinal. Isso levaria o total de datas dos finalistas para apenas 6. Mas aqui creio que a TV não aceitaria manter o valor pago atualmente.
Os times do interior votam na federação assim como os grandes, e eles querem não só paulistao inchado como jogos contras os grandes pra arrecadar. Única maneira de ter um calendário diferente seria fazer a liga e consequentemente abandonar federações e os pequenos a própria sorte. Aí teria uma temporada não só com calendário melhor, mas bem mais atrativa pro público começando em meados de fevereiro com jogos de brasileirao e indo até o fim do ano com partidas que realmente valem alguma coisa. Hoje em dia se perde 3 meses em jogos que não dão tem graça nenhuma.