CLIQUE AQUI e Acompanhe o canal do BLOG DO SÃO PAULO no WhatsApp , onde você encontra todas as matérias esportivas do dia

Confira a excelente matéria de Eduardo Deconto da Trivela sobre Zubeldia:
O São Paulo não esperou sequer 24 horas desde a oficialização da saída de Thiago Carpini para acertar a contratação de Luis Zubeldía como substituto no cargo. O argentino é esperado neste sábado (20) no CT da Barra Funda para assinar contrato até o final de 2025. E há um motivo para que o acordo tenha sido costurado assim tão rapidamente. Atual campeão da Copa Sul-Americana e do Campeonato Equatoriano pela LDU, o treinador “convenceu” a diretoria sobre a sua contratação com apenas uma reunião por videoconferência, realizada na última quinta-feira (18). Na conversa, o técnico apresentou ideias de futebol que agradaram aos dirigentes do São Paulo e — principalmente — se encaixam nas características do elenco.
A Trivela conversou com analistas táticos e jornalistas que acompanharam a passagem vitoriosa de Zubeldía pela LDU para dissecar os conceitos de futebol e a metodologia de trabalho do novo comandante do São Paulo. O treinador costuma armar suas equipes com a solidez defensiva como prioridade e pilar básico. São times de construção direta e intensidade física, normalmente armados no 4-2-3-1 como esquema preferencial.
Como jogam as equipes de Zubeldía
A LDU de Zubeldía dominou a liga equatoriana para conquistar o título no ano passado e jogava, de fato, como um campeão. A equipe costumava construir seu jogo por baixo, com aproximações e se notabilizou por usar a agressividade de seus dois pontas pelo lado do campo. Inclusive, com uma mecânica que foi enraizada por Dorival Júnior em 2023: a inversão de jogadas para explorar a velocidade dos extremas em espaços menos congestionados do campo no um contra um.
Trata-se de uma característica que se encaixa nas qualidades do elenco do São Paulo. Zubeldía deve usar bastante Lucas e Ferreira pelos lados do campo — assim como Wellington Rato e Erick —, para explorar esta agressividade. A LDU do treinador constrói as jogadas com passes verticais ou diagonais e roda pouco a bola para o lado. Em último caso, a equipe explorava o pivô com Paolo Guerrero. Algo que o técnico pode repetir com Calleri.
“De maneira geral, são times bem agressivos, que usam muito os pontas pelos lados. Os meio-campistas dependem da característica. Já jogou com volantes mais lançadores, ou com meia armador também. Isso varia, mas a saída pode ser curta e também usando o centroavante. É um time muito forte. Vertical, muito agressivo e principalmente, em destaque, usava bastante a base, gosta de lapidar esses caras” (Gabriel Corrêa, scout de futebol.
Em fase defensiva, a LDU de Zubeldía costumava marcar em bloco médio, ocupando espaços no meio-campo. Mas o treinador também trabalha alguns gatilhos de marcação alta, com pressão organizada e mecânicas bem ensaiadas no dia a dia de treinamentos para evitar erros que peguem o sistema defensivo aberto.
— Com a LDU, o time controlava mais o jogo, porque era o time mais dominante da liga. Então, saía curto e jogava muito pelos lados, porque ele tinha dois pontas muito agressivos. E os volantes tinham boa capacidade de lançamento. Era um time bem vertical, que usava bola longa. A bola chegava ao ponta, ele já fazia a jogada de um contra um e tinha um centroavante fazendo pivô, que era o Guerrero. Ele se defendia no bloco médio. E subia pressão às vezes, nem sempre, durante os jogos. E quando subia, a pressão era bem trabalhada, bem trabalhada mesmo, conseguia recuperar a bola alto consideravelmente — afirma o analista tático e scout Gabriel Corrêa.
Com esta mecânica de jogo, a LDU joga com seus laterais e extremas bem aproximados e costuma colocar bastante gente na área para aproveitar cruzamentos. Os laterais e pontas, aliás, têm total liberdade para entrar na área e dar superioridade numérica próximo ao gol. Quem acompanha o trabalho do treinador de perto afirma que trata-se de um estilo de jogo com ênfase defensiva e pragmatismo para construir as jogadas de gol.
“São equipes equilibradas e organizadas que priorizam primeiro defender bem o seu gol. Ter um meio-campo sólido e um ataque contundente. As equipes do professor Zubeldía não costumam ganhar de 5 a 0, de 4 a 0. São equipes práticas e pragmáticas. Jogam bem, com muito equilíbrio nas zonas do campo” (George Plaza, jornalista equatoriano).
— O fundamantal aqui foi sempre ter um centroavante. Ao menos na LDU, jogava assim, com no 4-2-3-1, sabíamos praticamente de cor a escalação, com Jhojan Julio como pilar fundamental. Um jogador que tinha um papel importante tanto defensivamente, como ofensivamente. Ele saía da ponta e aparecia como um atacante, mais próximo ao gol. Ele pretendia sempre chegar com muitos jogadores em frente à área. Na defesa, sempre manteve bons números — afirma a jornalista Soledad Rodríguez, da ESPN do Equador.
Lado humano e alta intensidade até nos treinos
O relato de quem acompanhou de perto os dias de Zubeldía pela LDU é de que o técnico chama atenção por uma veia quase workaholic de conduzir a rotina de treinamentos da equipe. O argentino costumava chegar ao CT muito antes do horário marcado para as sessões de treino. As atividades são conduzidas sob muita exigência e intensidade. A metodologia de trabalho dá ênfase à preparação física para manter a agressividade em campo e evitar lesões — o que é muito bem-vindo no São Paulo, diga-se.
— Primeiro que é um técnico muito exigente, muito de cuidar dos detalhes, mas os treinamentos são de alta intensidade. É um técnico enérgico também, de muito caráter, de muito temperamento, As suas equipes estão sempre bem preparadas fisicamente. Ele é um treinador que tem muito compromisso com a equipe que ele dirige. Se o treinamento está marcado para as 10h da manhã, às sete, ele já está no CT — relata o jornalista George Plaza.
“Foi sempre uma equipe muito combativa, e os jogadores entendiam bem as ideias. A comissão técnica é muito humana, sempre atenta às questões familiares e particulares de cada jogador” (Soledad Rodríguez, jornalista da ESPN)
Zubeldía já foi algoz do São Paulo
O argentino desembarca no Brasil com status de algoz do São Paulo. E em mais de uma oportunidade. Apesar de ser jovem, com apenas 43 anos, Zubeldía já tem 16 anos de carreira. Comandou seu primeiro trabalho aos 27 anos. E neste meio-tempo, eliminou o Tricolor duas vezes em disputas na Copa Sul-Americana.
A primeira delas foi em 2020, pelo Lanús, da Argentina. As duas equipes se cruzaram na segunda fase da competição, e os argentinos saíram com uma classificação épica no MorumBIS. Após vencer o jogo de ida por 3 a 2 em La Fortaleza, os hermanos arrancaram uma derrota por 4 a 3 em São Paulo e avançaram pelo critério do gol marcado fora de casa.
A segunda vez é bem mais recente, pela LDU no ano passado. A equipe equatoriana eliminou o Tricolor nas quartas de final da Copa Sul-Americana, com uma vitória nos pênaltis no MorumBIS — James Rodríguez, inclusive, desperdiçou sua cobrança. O time avançou até a final e foi campeã ao bater o Fortaleza na grande decisão.
https://trivela.com.br/brasil/campeonato-brasileiro/conheca-as-ideias-zubeldia-sao-paulo/
Descubra mais sobre Blog do São Paulo
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
André Fabuloso não gostou, grande chance de dar certo! Kkkkkk
Ter uma úlcera é mais prazeroso do que o futebol de Luis Zubeldia, mas se ganhar títulos tá valendo.
O Zubeldia terá mais opções do São Paulo do que em qualquer time que ele treinou na vida.
Veremos se consegue pelo menos organizar este time.
Aquele 1.o tempo da LDU em Quito, sobre o SPFC de DJ, foi um dos maiores massacres que já vi no futebol …, era prá ser 5xO no mínimo.
Não sei como os “líderes do elenco” irão reagir às exigências físicas da nova comissão técnica.
Só dá p/ repetir aquilo se trazer a altitude junto.
Sim …, e o Rafinha usufruindo do benefício da aposentadoria em campo, que tomou um baile.
Mas o problema não é o preparo físico ,nem a vontade O problema é que os jogadores fazem musculaçao no clube com duas latas de tinta de 1/4 cheias de cimento com um cano interligando as duas latas ….Aí vai ter que fazer mágica…
Aquele jogo o Dorival foi ridículo. Rafinha andou em campo
Zanquetta, sabe dizer pq o São Paulo não contratou um psicólogo quando a anterior saiu para os imundos?
Se não, tem interesse em contratar outro profissional?
Só espero que não jogue no contra-ataque fora de casa. Qualquer treinador do S. Paulo, que vai ao Rio, BH ou Porto Alegre, e joga mais fechado, me deixa nervoso.
O esquema tático e o mesmo do carpini
Mas com uma variação …..Alisson pé murcho não terá lugar nesse time.
Luciano e seus toquinhos ou muda o comportamento ou já era.
Rato e bobadinha vão deitar e rolar.
Veremos com que moral chega o Zubeldia …, se a diretoria não respaldar a comissão técnica …, aiaiaiaiai.
Bom. Pode até ser o esquema tático do Carpini. Mas com a sofisticação das jogadas do Dorival.
Rafinha, Lucas, Luciano e companhia já aprovaram? Mumu já pediu desculpas por falar pra imprensa e aos 4 ventos no início do ano que Zubeldia era marrento?
Se não, já começa mal.
É um bom treinador, mas não sei se para o nosso elenco.
Nosso elenco é pesado, mais técnico e menos velocista. Nossos principais nomes não são jogadores de acelerar o jogo e sim de posse e inversões mas com bastante construção. TODOS os técnicos que tentaram imprimir esse “modelo moderno inglês” de muita força fisíca e explosão (geralmente no 4-2-4 ou 4-2-3-1) falharam miseravelmente porque esse sistema prioriza um nivel de perfeccionismo na finalização que os cofres dos clubes nacionais não podem pagar. As chances criadas não são se transformam em chances convertidas numa proporção nem próxima da do futebol inglês para justificar o nivel de intensidade que o modelo de jogo pede.. E o resultado disso é mais uma vez: volume excessivo de contusões!
Sofremos assim com Crespo, Ceni e agora Carpini (e aparentemente sofreremos com Zubeldia da mesma forma). O torcedor brasileiro não contribui muito também para que o futebol seja jogado de outra forma, pois se o time “pensa” o jogo e não acelera feito louco, expondo a fragilidades que são inerentes a um futebol com menos recurso humano (zagueiros pé-de-rato) o time é chamado de “sem vontade” ou “sem gana”.
Enfim… torço porque é o que me cabe enquanto torcedor, mas temo que o resultado não seja muito diferente do que tivemos até agora.
Concordo com você, e acho que também tem o fator idade, na Europa não joga lateral de quase 40 e ponta pesado.
Acho que a defesa encaixa nesse esquema dele, os volantes (Alisson e Pablo Maia) também.
Calleri de pivô é nota alta, e Lucas de 10 me agrada.
O problema mesmo serão os pontas, provavelmente o São Paulo vai ter que ir pro mercado pra dar certo.
O Rato e o Araujo ajudam a recompor, mas o Rato é pesado e o Araújo não tem qualidade técnica.
Ferreira e Erick não recompõem, e tenho minhas dúvidas quanto a parte técnica do Erick.
Vai ser complicado dar certo esse elenco sem ir pro mercado e liberar algumas peças.
Eu tbm estou preocupado com isso. Eu gosto do jogo mais trabalhado, com mais passes e pra mim ficou nitido que esse time funciona bem melhor com esse estilo de jogo. Aproveita o melhor de todos(Rafinha, Alisson, Luciano…) e faz do Lucas um grande diferencial jogando no meio. e agora? vai botar o cara pra marcar lateral? é loucura!
Boa, nossa ponto fraco hoje é o setor defensivo. Temos bons pontas para o seu sistema de jogo. O camisa 10 dele tem que correr e se movimentar bastante e acho que será para o André e Galoppo e quem sabe o Nestor.
O único setor que não entendi bem como funciona são os volantes. Aparentemente ele deve gostar de dois camisas 5, pois em um vídeo tático vi que ele sobe os dois laterais. Se for, seria interessante para o retorno do Luan.
carpini e do mundo do Diniz e Ceni
Marketing do São Paulo preparando um bonezinho TOP para o Zubeldía?!
Eu vou comprar.
Já imaginei ele soltando um “sos un ladrón” pro Claus em alguma partida haha. Futebol brasileiro vai ser divertido pre ele.
https://x.com/Eanalisetatica/status/1781422943475495033
“PELOTUDO DE MIERDA”
Kkkk A cá és trabajo mí hijo!!!
Não é esquema para este elenco, tem tudo para virar uma peneira, estourar laterais e volantes e perder uma cacetada de jogos. Um elenco rico como este e engessado em jogar nesse 4-2-4 bisonho (4-2-3-1 se quiserem ser generosos). Tomara que ele saiba ler as características dos seus jogadores e não apenas em insistir em uma formação tática única e time titular único. O SP formou um elenco tão rico como o Palmeiras está formando, a diferença que lá o treinador vai variar conforme a necessidade, aqui pegaram o time campeão da CB e que tinha variações pela capacidade do Dorival e transformaram num 4-2-4 burro. Devem estar preparando a volta do Ceni para o início do segundo turno se desandar o caldo, vai entender.
A esperança que eu tenho, é que o Zubeldia tenha a capacidade de reinventar o jeito de dirigir o time com base nos elencos que possui.
Ele está acima da média (qualitativamente) dos demais técnicos latinos (na mesma prateleira de Crespo, Gallardo e Heinze), mas fato também é que: ele montou seus times assim muitas vezes pelas limitações de elenco que tinha… Quero ver se ele tem mais estilo Ancelotti (se adapta ao elenco) ou Guardiola (tem seu sistema e impõe onde quer que vá). Claro que não estou comparando ele com nenhum dos dois, apenas a filosofia…
Ilsinho analisando o estilo de jogo do Zubeldia já colocou o apelido de Zubalão.
O cara nem chegou ainda e já tem torcedor prevendo o pior, mas vamos esperar para ver como ele vai organizar esse time, pois ele vai ter que começar o trabalho praticamente do zero porque o outro que passou não deixou nenhum legado,porém para ele ter sucesso a preparação física e o departamento médico tem que ajudar porque já faz vários anos que o São Paulo é o clube da Série A que tem mais jogadores contundidos e nesse cenário é difícil para um treinador conseguir desenvolver um padrão de jogo satisfatório com muitos desfalques em um elenco que hoje no máximo é mediano, melhorou em relação ao ano passado, mas temos carências e reposições tecnicamente abaixo em relação aos titulares.