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Das ruas de terra do distrito de Carrefour, no subúrbio de Porto Príncipe, capital do Haiti, saiu o novo reforço da base do São Paulo. Se antes ele jogava com os pés na areia e o futebol era apenas um sonho distante, agora Ganael Gary, que também usa o sobrenome Gary, 18 anos, terá a chance de provar que há espaço para imigrantes em clubes grandes do Brasil.
Na infância, qualquer latinha ou papel amassado virava uma bola. Não tinha condições de comprar uma de verdade. Também não tinha acesso na escola, que contava com pouco material e acabava fomentando mais o atletismo do que outros esportes. Jogava apenas quando lhe chamavam, e até recebia um troco por isso.
— Ele jogava futebol na rua. Não tínhamos dinheiro para colocá-lo nas escolas de futebol. As pessoas chamavam ele para jogar, até pagavam para ele, porque sabiam que ele era muito bom.
Aliás, foi por causa dele que Ganael veio parar aqui. Sem emprego e em situação de vulnerabilidade social no Haiti, Jean Jacques viu na migração para o Brasil a chance de mudar de vida. O cunhado já havia se mudado para Porto Alegre e feito elogios à cidade. Assim, conseguiu dinheiro emprestado com o irmão e veio para o país, em 2016. Ficou um tempo na casa do cunhado e logo conseguiu emprego na limpeza de uma igreja. Era o que ele precisava para arrumar um lugar para morar e trazer o restante da família.
Primeiro, vieram a esposa Rosebertha Baselais (madrasta de Gana) e os três filhos mais novos, Nyelmaga, de sete anos, Gamael, três, e Roberta, um ano. O último a chegar foi Ganael, em julho de 2019.
A vida lá no Haiti estava muito difícil. Não conseguia emprego, era difícil para as crianças estudarem. Gosto muito aqui do Brasil. Consegui dois empregos, trouxe a minha família e encontramos pessoas que estão nos ajudando muito — relata Jean Jacques, que também trabalha na Cooperativa de Trabalhadores Autônomos das Vilas de Porto Alegre (Cootravipa).
O garoto estava no Grêmio onde fez a formação até os 17 anos, depois teve uma curta passagem pelo Novo Hamburgo e estava nos profissionais do União do Sul, agora vai para Cotia.
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Eu gosto dessa ação que o São Paulo faz de apostar em jogadores de mercados emergentes em outros países, espero que esse garoto consiga vingar no futebol
Não veio diretamente de outro pais, já estava no Brasil e já jogou na base do Grêmio e por último estava no União do Sul. De qualquer forma, que tenha sucesso com nossa camisa.
Rapaz, tinha falado sobre o Haiti antes do jogo de Brasília. Kkkk
Era sobre a iniciação para “virar homem” que a crônica citava e eu comparava ao Carpini passar por uma iniciação para criar coragem. Kkk
Enfim, chegou um moleque de um país realmente muito complicado. No ranking educacional estão em 177 de 189.
Eu fico extremamente feliz de ver pessoas assim dando passos acima na vida. Que esse garoto colha todo sucesso e seja uma figura de esperança aos seus compatriotas.
E, já que chegou, que passe o rito de iniciação para alguns do elenco que estão precisando de coragem. Hahaha
Conheci haitianos que vieram ao Brasil na primeira leva de imigração lá pelos 2015 da vida e os caras são extremamente educados, muitos falam três idiomas, todos que vi trabalhavam e se viravam com dignidade, para fazer inveja em muitos de nós brasileiros e muitos africanos que vem dar golpe ou fazer contrabando por aqui.
Sim, Daniel. Eu estudei com um haitiano e ele estava entre os mais participativos e dedicados do curso.
Eles vivem em uma realidade muito mais difícil que a nossa e isso cria uma “casca” para lidar com as intempéries da vida. A mesma coisa acontece com brasileiros que migram a outros países. Como aqui a realidade é mais difícil, quando chegam em países como os EUA, viram outra pessoa. Se dedicam e correm atrás muito mais que em seu país de origem.
Completamente “10necessário” seu comentário!
É “achismo” ou vc tem dados para comprovar sua fala xenofóbica?
Mimimimimi, Lule, racistes, xenofosbiscos, mimimimimi, mulheres com pênis, crianças trans, mimimimimi, coitades de nós.
https://g1.globo.com/sao-paulo/itapetininga-regiao/noticia/unica-prisao-para-estrangeiros-no-brasil-reune-86-nacionalidades-e-ensina-portugues.ghtml
Peço desculpas publicamente em nome do do Daniel. Kkkkk
Teu professore te ensinou o que é xenofobia meu queride?
Que história foda. Esse com certeza veio ao Brasil morto de “fome”, não no sentido literal da palavra (o que tragicamente deve ser o caso), mas sim de mudar de vida, trabalhar, mostrar ao mundo a que veio.
Bem vindo garoto, toda a torcida para seu sucesso. Tenho certeza que vai ser um excelente exemplo de vida aos seus novos companheiros mesmo ainda tão jovem.
Voa Ganael!
O Biasotto ainda não parou com essa politica de lotação do sub-20. Jogador de base vc compra pra no máximo sub-17. Recomendo vcs olharem os outros times que tem bom trabalho de base e ver que a coisa mais rara que tem é contratar jogador pra sub-20.
Alias, o dito atleta é agenciado pelo mesmo empresário do Ferreirinha hahaha