‘Para o azar deles, o técnico deles foi goleiro.’ Foi assim, de maneira sucinta, que o técnico Rogério Ceni avaliou a disputa pela posição de goleiro titular do São Paulo para 2023.

Depois de ver Jandrei se estabilizar no decorrer do primeiro semestre do ano passado, o clube atravessou momentos de dúvidas com sua contusão que só foram solucionadas com a chegada de Felipe Alves, que assumiu as rédeas na reta final da temporada.

Agora, para acirrar ainda mais o setor, o clube contratou Rafael junto ao Atlético-MG. Quem joga Ceni?

– Eu acho que o momento se de experimentar é agora, esse é o momento. Não tenho certeza ainda (quem será o titular absoluto), vou decidindo nos treinos. Mas nós podemos experimentar um, dois ou até três goleiros neste início de temporada.

Uma solução na cabeça do treinador é ter um titular em cada competição a ser disputada pelo Tricolor no ano.

– Nenhum deles merece ser terceiro goleiro. Os três têm capacidade para brigar pela primeira posição. Eu passei isso para eles, vamos ter que trabalhar isso, gerir bem essa questão, são três atletas de bom nível. Estou pensando em uma solução. Talvez cada um titular em uma competição. Não sei, vamos pensar.

As indicativas apontam que Rafael, com quem Ceni trabalhou no Cruzeiro e tem a carreira maos vitoriosa das três opções, deva começar o ano nas metas são-paulinas.

Mas apesar da escolha, Ceni trata logo de encorpar o seu pragmatismo habitual e tratou de esconder a predileção pelo pupilo dos tempos de Toca da Raposa.

– Na minha opinião, poderíamos ter um goleiro, mas temos outras posições que mereciam mais atenção para a contratação de jogadores. A diretoria viu o contrário.

Sobre Rafael, em específico, Ceni, com todo o gabarito que a idolatria por ter atuado na posição lhe dá, faz uma análise sincera.

– Rafael vai ter que melhorar o jogo com os pés. Estamos trabalhando nisso – cornetou o comandante são-paulino.

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