O presidente do São Paulo, Julio Casares, comentou sobre a grande reformulação no elenco de 2022 para 2023. Desde o fim da última temporada, onze atletas deixaram o clube, enquanto cinco reforços já foram oficializados, possibilitando ao técnico Rogério Ceni armar um time completamente diferente daquele que o torcedor se acostumou a ver no ano passado.

“Acredito que jogadores são cíclicos. Tem momento que contribuem mais, outros que entendemos que não podem mais contribuir. As mudanças são importantes. Estão chegando jogadores, saindo outros que já foram campeões aqui no São Paulo. Acredito que esses jogadores que estão chegando têm uma coisa em comum: alguns tem idade menor, São Paulo aumenta a intensidade e diminui a faixa etária, muitos desses jogadores estão precisando também de títulos, já rodaram muito”, disse Julio Casares.

A ideia da diretoria foi apostar em jogadores menos renomados nesta janela de transferência, que cheguem ao São Paulo com vontade de vencer, de consolidar seus nomes na primeira prateleira do futebol brasileiro, oferecendo um custo-benefício interessante.

“O São Paulo precisa de um grande título, traz a força e juventude de Pedrinho, Alan Franco, Marcos Paulo, com a experiência de Welington Rato e o goleiro Rafael. Quando chegamos aqui, tínhamos tudo planejado. Um ciclo em 2021, um ciclo em 2022 e outro ciclo em 2023. Tudo que está acontecendo aqui foi planejado. Esses jogadores, Rafael, Alan Franco, Welington Rato, Marcos Paulo, Pedrinho, são jogadores que já monitorávamos no início de 2022. A diferença é essa: vamos ganhar intensidade e jogadores que também precisam de títulos”, completou.

A reformulação no elenco marca um trabalho conjunto da diretoria e comissão técnica. Durante a Copa do Mundo, enquanto todos estavam de férias, a alta cúpula tricolor se reuniu no Morumbi e contou, inclusive, com a presença de Rogério Ceni, que retornou dos EUA para participar da definição de chegadas e saídas no elenco.

“Entre o Natal e o Ano novo, eu, [Carlos] Belmonte, Rui Costa, Muricy [Ramalho], Nelsinho [Marques Ferreira], [Fernando] Chapecó, todos trabalhando juntamente para que a gente conseguisse estar agora num alto ritmo de treinamento com grande elenco. Estávamos trabalhando, Rogério tirou férias e foi para os EUA. Ele voltou, veio a uma reunião no Morumbi e discutimos posição a posição. Não temos nada no horizonte sem a participação do Rogério. Queremos que cada vez mais ele fique focado no plano tático, nos treinamentos, e a opinião dele é sempre muito bem-vinda”, concluiu.

Gazeta Esportiva