Dois jogadores a menos dentro do Allianz Parque, pênalti contra, 11 minutos de acréscimo… Esse combo caprichado para o São Paulo diante do Palmeiras bicampeão da América e virtual campeão brasileiro. E o teu time sai de campo com um empate sem gols. Para comemorar? Ao menos por algumas horas, sim.

Para dar um gás moral na briga por uma vaga na Libertadores? Deveria, mas, na coletiva pós-clássico, Rogério Ceni botou água no chope do seu torcedor. A derrota na final da Sul-Americana mais uma vez foi lembrada. A falta de condições para investir no elenco visando 2023, também.

A melancolia estendeu-se ao comentário de que o jovem e competente zagueiro Luizão, o melhor em campo ao lado de Felipe Alves no Choque-Rei, dificilmente seguirá no clube.

Mais do que diminuir uma raríssima alegria do são-paulino, o luto de Ceni atrapalha os próximos passosCoritiba, no Morumbi, Juventude, em Caxias, e o Atlético-GO, no Morumbi, é uma sequência sob medida para fazer 9 pontos. Com 9 pontos, o São Paulo muito provavelmente se colocaria no G-8.

Para isso acontecer, é necessário mobilização mudança de astral

Dentro e fora da Barra Funda. 

Trazer a torcida de volta, fazê-la querer encher o Morumbi na quinta-feira. Remoendo Córdoba o tempo todo e não demonstrando entusiasmo algum para o futuro próximo isso não vai acontecer. 

Passou da hora de Rogério reagir! Pouco adianta ele ter uma jornada brilhante como a deste domingo, acertando em todas as decisões tomadas, se, na hora de comunicar-se com o público, Rogério praticamente só transmitir fatos negativos.

Não, não espero que minta na entrevista, sonegando a realidade do clube do qual é o ídolo maior. Mas será que um time que segura o bicampeão da Libertadores do jeito que o São Paulo segurou, não tem nenhuma notícia boa?! Não pode ter perspectivas minimamente otimistas?!

O treinador de futebol tem direito a cinco substituições em uma partida. As mais urgentes de Rogério Ceni deveriam ser de ânimo, discurso e fisionomia. 

Vai fazer bem ao clube que Rogério ama. E a ele.

André Plihal