Por Vinícius Baldin

Nada como uma partida atrás da outra para esquecer as derrotas que doem e acabam com os objetivos traçados para a temporada. Nesta quinta-feira, em Belo Horizonte, o São Paulo entrou em campo pela primeira vez depois da derrota na final da Copa Sul-Americana para o Independiente del Valle, do Equador, no último sábado, em Córdoba, na Argentina. E o time mostrou garra e organização tática, especialmente no segundo tempo, para conseguir a vitória de virada nos últimos minutos sobre o América-MG.

Mesmo com o elenco abatido, o técnico Rogério Ceni procurou dar força e ânimo aos jogadores. O começo do jogo no estádio Independência poderia deixar todos ainda mais cabisbaixos, já que o América-MG fez o seu gol aproveitando uma falha defensiva tricolor. Primeiro o lateral direito Igor Vinícius perdeu a bola na intermediária. Depois, o chute rasteiro, de fora da área, do ex-são-paulino Aloísio passou por baixo das mãos do goleiro Felipe Alves.

Contudo, o grupo são-paulino mostrou um grande poder de superação, aliado a uma organização tática, para conseguir o empate ainda no primeiro tempo, com o argentino Calleri, e o gol da virada nos minutos finais com Alisson. Isso depois de mostrar uma clara superioridade na segunda etapa e de ter perdido oportunidades claras, como uma de Miranda que o goleiro Matheus Cavichioli defendeu no puro reflexo com o pé esquerdo.

Por conta da derrota na Sul-Americana, a torcida são-paulina está na bronca com o time. Protestos foram ouvidos no Independência até a virada no placar e a expectativa agora fica por conta do reencontro do time com seus torcedores neste domingo contra o Botafogo, no estádio do Morumbi. Pelo que jogou em Belo Horizonte, a equipe não merece vaias, mas o passado recente ainda pode incomodar.

Gazeta Esportiva