Depois de decisões recentes na Copa do Brasil, incluindo a derrota para o Flamengo no primeiro jogo na semifinal da competição, o São Paulo volta a pensar em um fantasma que assola há algum tempo: o Campeonato Brasileiro. Porém, mesmo com esta questão e problemas com o calendário, alguns nomes passaram a serem menos utilizados e perderam espaço no elenco de Ceni.

Neste domingo (28), o Tricolor encara o Fortaleza pela 24ª rodada da competição. Em um primeiro olhar, parece ser somente mais uma partida pelo maior torneio nacional. Em retrospecto, o clube do Morumbi sempre se deu melhor. Dos 25 encontros, foram doze vitórias, oito empates e cinco derrotas.

Mas desta vez não é assim. Com o foco de Rogério Ceni na Copa do Brasil e no Campeonato Sul-Americano, o Brasileirão chegou a ficar em segundo plano. Mesmo que estas conversas de prioridade tenham sido negadas diversas vezes pelo próprio treinador e por alguns atletas, é visível.

Porém, a situação começou a chamar atenção. O São Paulo se encontra na 12ª posição da tabela, com 29 pontos. O Avaí, na zona de rebaixamento, tem somente seis pontos a menos. Se for comparar com os líderes, a diferença é chamativa. Atualmente no primeiro lugar, o Palmeiras soma vinte pontos a mais que o rival.

Após a derrota para o Rubro-Negro, por 3 a 1, o foco agora é ‘juntar os cacos’. Com o calendário apertado, desgastes físicos entre os titulares começaram a ser notados e isso fez surgir mais um ponto para se preocupar.

Nesta semana, Gabriel Neves teve uma lesão ligamentar diagnosticada. Ao que tudo indica, ficará duas semanas fora. Pablo Maia geralmente costuma assumir seu posto. Porém, já há alguns jogos, o desempenho da cria de Cotia não tem sido dos melhores.

Mesmo que tenha sido um dos destaques no Campeonato Paulista – considerado até mesmo como ‘revelação’ – conforme o andar da temporada, outra postura foi adotada. Porém, um nome que exerce um mesmo papel foi esquecido neste tempo: Talles Costa.

No Campeonato Brasileiro, onde poderia ter sido bem mais utilizado por conta das datas apertadas entre uma partida e outra, disputou somente seis jogos. No ano todo, foram 18 partidas Рmesmo assim, a maioria come̤ou como reserva, estando presente apenas 871 minutos em campo.

O jovem atleta se recuperou de uma lesão no tornozelo em julho, que o deixou afastado por cerca de dois meses. A sua volta foi de destaque. Contra o Fluminense, por exemplo, foi bastante essencial após um cruzamento para Patrick que originou o segundo gol do Tricolor na partida – que terminou empatada por 2 a 2.

Porém, desde o dia 31 de julho não é utilizado. A última vez que entrou em campo foi contra o Athletico-PR.

Alisson também foi outro nome que voltou de lesão e mal foi utilizado. O atacante chegou como um dos reforços no começo do ano. Logo no início da temporada, vinha sendo escalado como titular por Rogério Ceni, mas uma entorse no joelho direito – sofrida em um duelo contra o Avaí em junho – o afastou por dois meses.

Mesmo com este período afastado, enfrentou mais jogos pelo Brasileiro que Talles. Ao todo, foram oito confrontos pela competição. Já no ano, 28 – sendo a maioria no Paulista. Em minutos, foram 1864. Alisson conta com dois gols marcados e duas assistências. Seu último duelo foi na decisão contra o América-MG pela Copa do Brasil – onde entrou aos 73 minutos.

E ainda no setor ofensivo, um outro nome foi ‘deixado de lado’. No caso, Eder. Embora tenha estado em 18 partidas pelo Campeonato Brasileiro, raramente é titular. Neste ano, esteve presente por 1553 minutos. Porém, nunca é visto como a primeira opção.

Alguns números podem explicar tais fatores. De acordo com dados divulgados pelo FootStats, a taxa de erros em finalizações do atacante é maior que a de acertos (5 contra 3). Em cruzamentos, errou todos que tentou na competição (10).

Estes números somado a disputa de posição com nomes de destaque e em postos de artilharia fez com que perdesse seu espaço no elenco. Nos últimos três jogos que disputou, não chegou a ultrapassar dez minutos em campo.

Mesmo com estas adversidades, os três nomes seriam de bom uso para os próximos confrontos do Tricolor – tanto em questão de recuperação de ritmo quanto rodagem de elenco, tendo em vista as próximas decisões – no caso, semifinal da Sul-Americana e o próximo encontro com o Flamengo.

Lance!