Vinícius Baldin

Considerado a terceira ou até a quarta força do Estado no início desta temporada, o São Paulo cresceu durante a competição e está na final do Campeonato Paulista. Vai enfrentar o favorito Palmeiras, time de melhor campanha e com uma base bicampeã da Copa Libertadores, mas tem totais condições de vencer o rival e conquistar o segundo título estadual consecutivo.

Como isso pode acontecer? Com os garotos de Cotia voando em campo – junto com a experiência e garra de jogadores como Calleri, Rafinha, Eder e Luciano -, o São Paulo pode equilibrar as ações contra o Palmeiras. Na zaga, Diego Costa tem dado conta do recado e colocou o veterano Miranda no banco de reservas. Na lateral, Welington aparece bem quando ganha suas chances no lugar de Reinaldo e o ataque pode contar com Marquinhos, sempre com boa presença quando entra em campo.

Mas é no meio de campo tricolor que a garotada das categorias de base tem colocado o time onde está. Rodrigo Nestor e Pablo Maia são os grandes destaques do São Paulo, especialmente nos últimos jogos decisivos pelo Paulistão e pela Copa do Brasil. Fazem o serviço defensivo com maestria – ambos não deixaram os corintianos Renato Augusto e Paulinho jogar no domingo – e aparecem bem no ataque. Os dois fizeram gol contra o São Bernardo, na semana passada, e no clássico Nestor deu a assistência perfeita para Welington abrir o placar.

Esse equilíbrio entre os jogadores mais jovens com os mais experientes é um ponto muito positivo do São Paulo para a final contra o Palmeiras, mas a vontade do time em chegar cada vez mais longe é primordial. O elenco está focado em conquistar coisas grandes e isso será vital na decisão. O próprio técnico Rogério Ceni falou sobre isso. “Eu não sei viver de outra maneira. Eu, mesmo naqueles times campeões do São Paulo, eram equipes que jogavam com essa vibração, essa pegada. Eu não consigo ver o futebol de maneira diferente. Um time talentoso ajuda muito. Mas o talento não faz com que você abra mão do comprometimento diário, da parte física, tática.”

Uma preocupação pode ser o excesso de confiança pelo bom momento vivido pelo time. Um exemplo foi a falha do goleiro Jandrei no gol do Corinthians ao tentar driblar Jô. E qualquer erro contra o Palmeiras, um time muito mais preparado que o rival alvinegro, pode ser fatal.