São Paulo terá mais uma vez o Palmeiras na disputa da final do Campeonato Paulista. Em 2021, sob o comando do argentino Hernán Crespo, o Tricolor venceu e acabou com um jejum de títulos que durava mais de oito anos. Agora, o time tem Rogério Ceni como treinador e um novo reencontro com o português Abel Ferreira está marcado. Pelas contas do ex-goleiro, já foram cinco duelos e o respeito só cresce.

“O trabalho dele fala por si só. Eu repito aqui e falei na semana passada. Ninguém ganha duas Libertadores por acaso. Ele deve ter suas qualidades. Nunca tive outros enfrentamentos com ele. No Flamengo acho que três vezes. Cinco vezes que nos enfrentamos, foram os contatos que tivemos. Mas é um cara competente para montar uma equipe em um sistema de jogo, são jogadores rodados, ele tem material humano para jogar com três defensores, lateral. Mas isso tem muito da criatividade do técnico. Ele merece tudo o que está vivendo, porque ninguém ganha por acaso”, afirmou Ceni.

O treinador são-paulino falou também de como o Palmeiras joga e lembrou do clássico entre eles na fase de classificação do Paulistão – vitória alviverde por 1 a 0, no estádio do Morumbi. “Acho que o Palmeiras tinha mais para bater na gente se o gol não saísse. Acho que o Palmeiras tem repertório para apertar mais tempo, mostrou isso ontem (sábado), mostrou contra todos os adversários. É uma equipe formada com vários jogadores, no mínimo dois por posição”, disse Ceni, que prosseguiu:

“Só tenho elogios a fazer. É uma equipe mais reativa, mas quando necessita jogar tem Raphael Veiga e (Gustavo) Scarpa. Não vou contar os homens de frente nem Dudu e Rony. Estou falando de meias construtores. É uma equipe que tem um repertório bem variado e pode se adaptar”, analisou.

Ceni fará contra o Palmeiras a sua quinta decisão estadual seguida como treinador. Foram três com o Fortaleza (derrota em 2018 e vitórias em 2019 e 2020) e uma com o Flamengo (título em 2021). “Poder chegar a essa final é importante. Ano passado contra o Fluminense, este ano contra o Palmeiras, outros anos contra o Ceará. Todos jogos grandes. Fico muito feliz de ver o São Paulo novamente com 53 mil pessoas numa festa lindíssima. Como é prazeroso ver o torcedor vir ao estádio e você poder retribuir com a felicidade dele dentro do estádio. Se não foi tecnicamente brilhante, representou a história. Na quarta-feira contamos muito com a presença deles. São o combustível que precisamos para esse dia a menos”, completou.

Gazeta Esportiva