Por Marina Bufon

Com a abertura do placar antes dos cinco minutos do primeiro tempo contra o Botafogo-SP, o São Paulo tinha tudo para seguir com uma tarde tranquila neste sábado, na 12ª e última rodada da primeira fase do Campeonato Paulista. No entanto, não foi isso que aconteceu, pelo menos não no segundo tempo.

Na primeira etapa do duelo, que era importante para tentar uma segunda colocação geral na tabela, o time comandado por Rogério Ceni teve diversas chances de ampliar o marcador. Um lance crucial foi com Rigoni, que, cara a cara com o gol vazio, chutou para fora.

Na segunda etapa, com as entradas de Luciano, Nikão e Talles, nos lugares de Patrick, Calleri e Nathan, o desempenho não foi o mesmo, seja porque o Pantera voltou um pouco mais agressivo, buscando o empate, seja porque o próprio Tricolor não parecia mais tão preocupado em fazer outro gol. Neste momento, o estreante Thiago Couto foi crucial, defendendo algumas bolas.

Mesmo em melhor momento, Talles foi derrubado na área e, após chamado do VAR, o árbitro confirmou o pênalti para os donos da casa. Na batida, porém, Nikão foi parado por Deitivy e, com isso, o Botafogo-SP continuou na tentativa de empatar. E conseguiu, com Jean Victor, depois de uma bola de Bruno Michel na trave no lance anterior.

Sim, o Tricolor conseguiu equilibrar a partida, mas aqueles gols que poderiam ter acontecido no primeiro tempo fizeram bastante falta. Luciano, sempre ele, estava no lugar certo na hora certa e garantiu a vitória ao São Paulo, por 2 a 1.

É preciso, sim, levar em conta que o time que foi a campo era alternativo. Muitos ali nunca haviam atuado juntos e, por isso, alguns lances deram errado. Porém, faltou ser eficiente. Muito eficiente. O próprio Ceni falou sobre isso na coletiva.

“O time produziu inúmeras chances de gol, mas não foi efetivo. Foi um pouco mais lento que o normal. A vitória é sempre importante, claro, mas hoje era um dia para a gente fazer a diferença de gols e melhorar nossa situação na tabela de classificação”.

Outro ponto também levantado na coletiva pós-jogo e que precisa de uma atenção especial é que, em mata-mata, esses gols perdidos fazem falta. E o São Paulo tem logo na terça um jogo desse tipo pela frente. Depois, na Copa do Brasil, também, e, por fim, a Sul-Americana.

Essas são as três chances de título em torneios deste estilo na temporada. E é preciso mirar o gol e acertá-lo, todas as vezes que puder.