São Paulo não deverá perder suas principais joias vindas da base nesta janela de transferências. O mercado durante o inverno europeu costuma ser bem menos movimentado em comparação com o verão, e, com a pandemia, essa diferença ficou ainda mais considerável.

A expectativa dos agentes de futebol é que propostas mais atrativas tanto para jogadores quanto para clubes sejam apresentadas na metade do ano, durante o verão europeu. E é neste período que o São Paulo projeta arrecadar uma fortuna negociando alguns de suas “pratas da casa”.

Nomes como Gabriel Sara, Rodrigo Nestor, Igor Gomes e Welington já foram especulados no futebol europeu, mas nenhuma proposta interessante foi apresentada à diretoria tricolor. Por enquanto, apenas sondagens aconteceram, algo que é rotineiro em um clube de futebol.

A projeção do São Paulo é arrecadas cerca de R$ 140 milhões com a venda de jogadores em 2022. No ano passado, a meta era mais ousada, de R$ 176 milhões, que não foi batida.

Atravessando grave crise financeira, com dívidas que ultrapassam os R$ 600 milhões, o São Paulo vê na venda de atletas uma ótima alternativa de reequilibrar o caixa. Embora o clube tenha conseguido alavancar as receitas de patrocínio, negociar algumas de suas jovens promessas será fundamental para o planejamento econômico do clube a curto e médio prazo.

Tendo mais um semestre pela frente até a abertura da principal janela de transferências, o São Paulo também terá a oportunidade de se reestruturar com mais calma para poder preencher as lacunas que serão deixadas por alguns de seus jovens atletas, aproveitando oportunidades de mercado ao analisar de forma mais minuciosa determinados jogadores.

Gazeta Esportiva