O torcedor são paulino não aguenta mais técnicos que depois de um jogo pífio, culpam o calendário, a falta de tempo para treinar ou como fez o Rogério ontem, a grande quantidade de empates como motivo para não se desgarrar de uma situação estéril e humilhante.

Para sair desse buraco sem fundo, primeiro é preciso olhar para baixo, ao invés de mirar o topo. As entrevistas falam em classificação para a Libertadores, mas o futebol apresentado não traduz o pensamento de diretores. No caso, os atos do técnico também não são condizentes. Rogério não veio para o São Paulo com a missão de salvar o futebol do Pablo. É técnico do São Paulo para salvar o time do rebaixamento e de uma vergonhosa participação em 2021. E as duas coisas não se completam. Pablo já teve todas as chances possíveis e nunca deu retorno. No jogo de ontem mais uma vez deu mostras que não serve para a posição. O camisa 9 do São Paulo não tem características de pivô. Todas os lançamentos na sua direção, resvalam e sobram para o time adversário, que com a bola nos pés, arma o ataque. Atuar assim é arriscado e tolo. Nenhuma estrategista meia boca assumiria algo assim e me estranha que técnicos como Diniz, Crespo e agora Rogério não consigam ver algo tão simples. Ou será que parte deles? Além de não saber atuar como pivô, Pablo também não finaliza a curta distância, a longa distância, não cruza, não arma e não consegue jogar entre a linha do meio campo adversário e a defesa, se colocando sempre em impedimento. Sabe o termo esse jogador é completo? Pois bem, com o Pablo podemos readequar para, esse jogador é incompleto!

Ao escalar Pablo contra o Corinthians, Rogério causou prejuízos múltiplos ao clube e já inicia a sua segunda passagem com um sinal de desagravo. Além de aumento salário, bônus para o Atlético Paranaense, extensão de contrato, coloquem na conta o gol tirado dos pés do Luciano quando o jogo estava 0 a 0. A derrota de ontem não é culpa do Pablo. É do Rogério! Não existe lógica na insistência porque o caso do camisa 9 são paulino não é de má fase, mas de falta de talento e até mesmo aptidão para jogar futebol. Se o técnico tivesse feito o simples, teria começado o jogo com Marquinhos ao lado do Luciano ou até mesmo Benitez, com Luciano mais à frente. E não é só isso. Além de escalar mal, mexe pior ainda, ao colocar Vítor Bueno. Essa dupla não pode mais jogar esse ano e precisa deixar o São Paulo em 2022 sob o custo de perder de vez o engajamento da torcida. Ninguém aguenta mais pagar o canal fechado para ver os jogos, ingresso para ver presencialmente no estádio e até mesmo a adesão como socio torcedor, quando percebe que o clube joga contra os interesses do torcedor em prol de um investimento que provou ser errado há pelo menos 2 anos.

Rogério pode ter a convicção que quiser e tem o direito de lutar por ela, mas não pode de maneira algum zombar do que todos enxergamos há tempos. O técnico está de parabéns por ter colocado Igor Gomes como principal articulador. Esse é o lugar dele e com esse futebol vai longe. A nova disposição tática do time me agrada, mas a escalação levando em conta a produção dos atletas neste ano não, e é isso que deve contar na hora de colocar o time em campo. Dentro desse esquema implantado pelo Rogério é possível jogar até com dois times diferentes, mas igualmente perigosos:

  1. Volpi, Igor Vinicius, Arboleda, Miranda e Reinaldo. Luan, Lizieiro e Igor Gomes. Rigoni, Luciano e Calleri.
  2. Perri, Orejuela, Bruno Alves, Léo e Wellington. Gabriel Neves, Rodrigo Nestor e Gabriel Sara. Benitez, Galeano e Marquinhos.  

Esse exemplo revela que temos um bom elenco sim, mas que por alguma interferência, não aparece. Mas é preciso pensar no próximo ano!

Para 2022 o time precisa de um bom lateral direito e se Guga do Atlético-MG vier será um excelente negócio. Precisamos também de outro goleiro. Ivan da Ponte é um bom nome e quase foi integrado. Espero que aconteça. Precisa de um zagueiro para disputar a titularidade com Arboleda e Miranda. Maicon, na melhor forma seria a peça necessária, pela identificação com o clube, mas precisa se adequar a realidade do SPFC. Não adianta arrotar amor pelo clube e fazer como Daniel Alves. Se aceitar, seria muito bem-vindo. Um primeiro volante cairia bem, Rodrigo Dourado do Inter ou o já especulado Arão seriam ótimas escolhas. O meia é latente! Oscar que se desvinculou da China e Lucas que está no Tottenham seriam as peças que fariam o time mudar de patamar e brigar com Atlético-MG, Palmeiras e Flamengo, mas precisariam abrir mão de um caminhão de dinheiro e nos tempos de hoje, não é fácil. Por fim, o ataque! Gilberto do Bahia é o nome! Não penso em outro. É identificado com a torcida e é artilheiro. O SPFC precisa dele! O time também precisa de jogadores pelos lados. Luís Araújo seria uma ótima, já que no meio do ano foi jogar nos EUA. Quem sabe?

Bem, parece que os problemas são óbvios e as soluções existem. Vamos fazer o simples! Vai São Paulo!

Rodrigo C. Vargas (Insta @rodrigovargasss) é jornalista e psicólogo. É também são paulino assim como todos na família, desde o avô.