Igor Gomes marcou o gol que fez o São Paulo vencer o Grêmio, no Morumbi, na noite desse sábado. O resultado foi fundamental para o Tricolor Paulista se distanciar da zona de rebaixamento. Aliás, não fosse o gol de Igor Gomes, o risco de voltar ao Z4 até o fim da rodada seria real.

A alegria pela vitória e pelo gol se misturaram a uma espécie de desabafo do jovem jogador, que aproveitou para revelar que se incomoda com as avaliações resultadistas em cima sobre o São Paulo.

Assim como Crespo disse na coletiva de imprensa, Igor Gomes também entende que a equipe não jogou mal em alguns jogos que não culminaram com a soma de três pontos.

“Aqui, a gente sabe que se ganhar está bom, se perder está ruim. Isso me incomoda. Nem sempre o melhor vai ganhar. O jogo é jogado. A pressão sempre vai existir, o que a gente não pode é cair nesse conto de fadas. Nunca fiquei iludido quando o pessoal falou que eu era excepcional, muito bom. E nunca fiquei abatido quando o pessoal me criticou. A gente vem de Cotia preparado, com a consciência de que aqui no São Paulo a gente não pode errar”.

“Fizemos um grande jogo, e acho que seria um desperdício não sair com os três pontos, de acordo com o jogo que a gente fez. Futebol é gostoso por isso, ele é imprevisível. A gente já tinha feito grandes jogos, porém, não tinha saído com os três pontos. Acho injusto isso (a avaliação resultadista), mas me adapto, não reclamo”.

Ao abordar o tema sobre a jogada de seu gol, entrando dentro da área adversária aos 48 minutos do segundo tempo, Igor Gomes fez uma autoanálise e também reconheceu que, invariavelmente, não consegue fazer o que deveria por causa do cansaço.

“Esse fato de pisar na área, acho que na minha posição é o que define um meio-campista completo. Ele pode ser excepcional no controle, ditar a hora de atacar, defender, ficar com a bola, mas o meio-campista que tem o algo a mais é esse, que faz gol, que dá assistência. Me cobro por isso, as pessoas da base sempre falaram isso para mim, sempre tive isso no DNA. Mas, hoje em dia, temos também de cumprir funções defensivas, são jogos de altíssima intensidade, jogamos só contra equipes qualificadas. Estou em processo de evolução”.

“Tenho de marcar e atacar no mesmo nível, muitas vezes fico cansado, exerce muito do pulmão. Me preparado bastante para isso, mas tenho meus picos de cansaço no jogo, mas tenho essa cobrança minha e consciência de que tenho de melhorar, mas que tenho isso no meu DNA. Não esqueço na minha essência, do forte do meu jogo”.

Gazeta Esportiva