O São Paulo recebeu na noite de quarta-feira (16) a Chapecoense pela 4ª rodada do Brasileirão. Ainda sem ter marcado gols no campeonato, o time de Crespo buscava os seus primeiros 3 pontos no campeonato.

Com muitos desfalques (por lesão e seleção) o treinador Argentino fez várias mudanças para o confronto, tanto no esquema de jogo, quanto nas peças.

Hernán Crespo pôs em campo um time super ofensivo, e pela primeira vez em sua passagem no Tricolor, com uma linha de 4, sem usar 3 zagueiros.

Antes da bola rolar, a escalação foi uma surpresa, com alguns jogadores improvisados a funções que não estão acostumados a exercer, como Reinaldo (zagueiro), Gabriel Sara (lateral esquerdo).

Com bola rolando, foi possível enxergar que Crespo organizou seu time para jogar em 2-3-5, sendo mais um treinador adotar esse esquema de jogo que vem ganhando força no cenário do futebol.

A saída São Paulina era em 2-3, com os laterais (Sara e I.Vinicius) se aproximando de Liziero (no centro). O objetivo: acionar seus pontas, especialmente Emiliano Rigoni, que mais uma vez, mostrou-se um jogador diferenciado em seus cruzamentos e entendimento de jogo.

Apesar de Sara ter feito um bom jogo, as ações eram todas com o Argentino pelo lado direito. Colado na linha lateral, Rigoni recebia o passe/ou lançamento com tempo e espaço para levantar a cabeça, e cruzar para a área, que era sempre atacada por pelo menos 4 jogadores.

A estratégia de explorar Rigoni e seus cruzamentos era muito clara desde o início do jogo, e Jair Ventura demorou a entender e achar uma forma de arrumar isso. Tanto é que, com 12 minutos de jogo, O SPFC abriu o placar exatamente atacando essa jogada.

Rigoni recebe livre na amplitude, faz um cruzamento perfeito, e Eder cabeçea firme pro gol.

Até os 30min de jogo, o São Paulo dominava completamente a partida, beirando os 80% de posse de bola. A partir daí a Chape começou a marcar alto a saída de jogo São Paulina, mas essa subida de pressão fez pouco efeito no jogo. O time de Crespo já criava para ampliar o placar, mas a expulsão de Nestor mudou completamente o jogo.

Com 1 jogador a menos, e o 2º tempo inteiro para ser disputado, Crespo tirou um atacante (Luciano) e colocou Léo (zagueiro). Com isso, era visível que a estratégia do treinador era se defender no 4-4-1, em bloco baixo, e esperar um erro da Chape para poder explorar a velocidade dos pontas (Rojas e Rigoni).

E essa estratégia vinha dando certo. A Chapecoense passava longe de oferecer perigo ao gol de Volpi, e o São Paulo criou uma chance clara de gol em contra-ataque, desperdiçado por Pablo, que havia entrado no lugar de Eder.

Porém, aos 25 minutos, a Chapecoense chegou ao seu gol em uma jogada que contou com certa sorte. Na linha de fundo, a bola que parecia perdida bate em Liziero, ganha um efeito, encobre Volpi e sobra sozinha para Kaio Nunes empatar o jogo.

Após o gol, as duas equipes tiveram chances claras de ganhar o jogo, mas pararam na trave.

Para o São Paulo, fica de positivo os 38 minutos de um esquema diferente de Crespo, que vinha dando bastante certo até a expulsão ”fora de contexto” de Nestor. Com muitos desfalques, Crespo mostrou um nível bem legal de conhecimento sobre seu elenco e das características de cada jogador.

Na próxima rodada, o São Paulo vai a Vila Belmiro disputar o clássico contra o Santos, enquanto a Chape vai ao Mineirão enfrentar o Atlético-MG.

https://camisaoito.wixsite.com/my-site/post/an%C3%A1lise-t%C3%A1tica-s%C3%A3o-paulo-1-x-1-chapecoense