Pablo, do São Paulo, concorda com a busca do clube por um novo centroavante no mercado da bola. O Tricolor mapeia nomes na tentativa de contratar um reforço para a posição que seja uma alternativa ao próprio Pablo. Entre os atletas observados está, por exemplo, Jorge Recalde, do Olímpia (Paraguai).

“É necessário. De ofício mesmo só tem eu. Se o clube acha que isso é viável term que ir atrás mesmo, porque teoricamente só tem eu de centroavante de ofício. Temos atacantes de muita qualidade no elenco, mas centroavante 9 mesmo, teoricamente, só tem eu. Então é uma coisa normal. Um clube como o São Paulo tem de buscar jogadores, tem de buscar reforços. Então trato com total naturalidade possível. Não me incomoda em nada. Muito pelo contrário. Ficaremos muito felizes se chegar gente que ajude o time a ser campeão outra vez”, disse Pablo, em entrevista exclusiva para a Goal.

Apesar de ser o artilheiro do São Paulo na temporada, com nove gols, Pablo costuma ser criticado por parte da torcida. O atacante respondeu sobre como lida com as opiniões alheias e como é sua relação com as redes sociais.

“Sou muito sossegado. Sou o cara que mais me critico. Não ligo muito para o que as pessoas falam. As pessaoas não têm que definir quem você realmente é. Sou muito consciente. Tento fazer com que as pessoas não definam quem eu sou. Claro que eu mexo nas redes sociais, mas não fico analisando quem critica ou elogia. Sou muito consicente das minhas coisa. Na verdade muitas pessoas perdem tempo xingando e criticando, porque não vejo nada (risos). Mas faz parte do futebol. Nós, jogadores, sabemos que mexe com o sentimento. Não tem o que fazer, mexe com sentimento das pessoas”, afirmou.

Maior contratação da história do São Paulo, Pablo se transferiu do Athletico-PR ao Morumbi por 7 milhões de euros (cerca de R$ 31 milhões na cotação da época), em 2019. Isso, no entanto, não foi encarado por ele como uma pressão a mais.

 “Não é um peso. Os valores não sou eu que determino, são os clubes. É um acerto deles, então não é um peso. Não considero um peso. Óbvio que tem responsabilidade. Tem toda essa questão do dinheiro. Mas primeiro você tem de saber quem você é e o que veio fazer no clube, o que almeja para a carreira. De verdade nunca foi um peso, pelo contrário. Se fizeram é porque confiam e acreditam. Jogar, fazer gols, assistências, marcação, correr… é isso que esperam de mim. Isso (valor) é consequência do que você ganhou e fez. Os clubes que negociam. Nunca senti como um peso, mas sei da responsabilidade para o clube e espero ajudar, porque o São Paulo sempre tem de ser campeão. São mais de 20 milhões de torcedores. Não é inédito para o São Paulo ser campeão Mundial, foi três vezes. Libertadores não é inedito. Copa do Brasil, sim, o clube não venceu, mas campeonatos maiores, como Libertadores e Mundial, o São Paulo ganhou três vezes e tem de ser sempre, porque já foi. É um clube muito grande e tem de ser respeitado. É se doar ao máximo para o clube vencer”.

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