O São Paulo está cobrando na Justiça R$ 2,5 milhões da Isure Corretora de Seguros por falta de pagamento do patrocínio ao clube acertado no ano passado, já em meio à pandemia de Covid-19. O clube ingressou com ação alegando que havia fechado com a patrocinadora por uma parceria que iria de julho a dezembro, por R$ 5 milhões pelas costas do uniforme.

Porém, mesmo estampando a marca da corretora na camisa da equipe profissional em três partidas, o São Paulo não recebeu os valores combinados. O acordo de patrocínio previa ainda a utilização pela marca dos espaços nos uniformes de jogo e treino do time profissional, das equipes de base, do futebol feminino e basquete masculino.

A Isure estampou seu nome na primeira partida da equipe após a volta da parada do futebol causada pela pandemia, contra o Red Bull Bragantino. E novamente diante do Guarani e do Mirassol. Porém, a patrocinadora sumiu. O São Paulo tinha promovido até um evento no CT da Barra Funda para anunciar o patrocínio, com a presença de Raí, então diretor de futebol. Mas a parceria melou. Assim, o clube ingressou com ação na Justiça para cobrar uma multa de 50% do valor contratual.

Em sua contestação enviada à Justiça, a empresa alega que não houve divulgação em massa, sem impressão de placas ou uso de uniformes de treinamento e outros. E que o São Paulo deu causa à rescisão do contrato ao não expor a marca como deveria. Além disso, anexou troca de e-mails com funcionários do clube em que dizia que entendia que a dívida seria de cerca de R$ 93,5 mil pelas três partidas, fazendo um cálculo pela quantidade de jogos que estamparia até o fim do ano e outros fatores.

A empresa ainda culpa um intermediário pelo imbróglio e alega que não tem condições para arcar com as despesas processuais, pedindo por Justiça gratuita. E apontou ter uma seguradora com capital indenizatório assegurado de até R$ 500 mil.

UOL