Um dos principais destaques do São Paulo na primeira final do Campeonato Paulista contra o Palmeiras, na quinta-feira, foi Igor Liziero. Cria das categorias de base do clube, o volante ficou sete meses longe dos gramados após lesão no tornozelo direito, mas retornou melhor fisicamente, evoluiu no poder de marcação e se tornou titular da equipe de Hernán Crespo.

Nascido em 1998, Liziero foi o principal nome do Tricolor na campanha vice-campeã da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2018, sendo eleito o melhor jogador da competição. Pela qualidade no passe e capacidade de romper linhas, o meia logo subiu para o profissional sob o comando do técnico Diego Aguirre.

Na equipe principal, no entanto, o camisa 14 sofreu com as lesões. Após uma promissora temporada em 2018, na qual disputou 40 jogos e marcou dois gols, o volante passou a ser presença constante no departamento médico e perdeu espaço com a chegada de Tchê Tchê e a ida de Daniel Alves para o meio-campo.

Além das limitações físicas, Liziero também não apresentava evolução defensiva, dando pouco combate e perdendo a maioria dos duelos. Seu pior momento veio em setembro de 2020, quando sofreu uma lesão no tornozelo direito, precisou passar por cirurgia e foi desfalque por sete meses.

Durante o período sem jogar, Liziero viu Luan e Rodrigo Nestor, também formados nas categorias de base do São Paulo, crescerem no time principal. Enquanto o primeiro se firmou como titular, o segundo ganhou moral com a chegada de Hernán Crespo.

Quando já parecia estar sendo esquecido pelos torcedores são-paulinos, o volante retornou. Em boa forma, o camisa 14 voltou a atuar na vitória por 3 a 2 sobre o Guarani, pelo Paulistão, e foi surpresa entre os titulares na estreia da Libertadores, diante do Sporting Cristal.

A partir de então, Liziero passou a ser fundamental na equipe de Crespo. Além de apresentar a qualidade técnica que chamou atenção em 2018, o jogador de 23 anos se desenvolveu sem a bola. Mais intenso nos duelos, passou a ser importante nas recuperações e interceptações no campo de ataque. Nas quartas de final do Paulistão, contra a Ferroviária, voltou a marcar um gol depois de mais de dois anos.

Diante do Palmeiras, o garoto confirmou sua versão mais “completa”. Segundo o Footstats, Liziero foi líder em desarmes e interceptações, com quatro e duas, respectivamente. O meia ainda foi o terceiro jogador do São Paulo com mais passes certos, com 37.

Liziero terá a oportunidade de mostrar sua evolução defensiva mais uma vez neste domingo, às 16 horas (de Brasília),  contra o Palmeiras, pela final do Campeonato Paulista. No Morumbi, o camisa 14 deve ser uma das armas de Crespo para tentar cortar os rápidos contra-ataques alviverdes e recuperar a bola já no campo de ataque.

Gazeta Esportiva