Hernán Crespo completou três meses de trabalho à frente do São Paulo e já chegou em sua primeira final com o clube paulista e também garantiu vaga para as oitavas de final da Copa Libertadores.

Em entrevista ao jornal argentino ‘Olé’, o técnico falou um pouco sobre o trabalho que está sendo desenvolvido em conjunto com sua comissão técnica e também comentou sobre sua recepção em solo brasileiro.

– Olha, eu honestamente encontrei reciprocidade de admiração. O argentino admira o brasileiro pelo talento e eles admiram nossa garra e disciplina. Acho que o Brasileiro tem menos receio de expressar seus sentimentos, são mais naturais. Por exemplo, aqui eles não tem escrúpulos em ir abraçá-lo em um gol por causa do que os outros dizem, ou de elogiar, não ligam para o que dirão. No Defensa (seu ex-clube), no terceiro gol da final (da Sul-Americana) quando o time explodiu, todos se juntaram para me abraçar, pois a emoção era tão grande que não importava mais. Desde que cheguei aqui, eles me abraçam sem problemas, não porque eu seja bom ou mau. Eles não tem nenhum problema em se falarem, eles sentem e transmitem isso a você, são muito afetuosos. Fizeram com que eu me sinta em casa. – disse o técnico.

Crespo ainda falou sobre a atenção recebida pelo clube quando chegou no Brasil e também sobre sua frase que está estampada no vestiário do Morumbi.

– Eu cheguei e me trouxeram as camisetas do São Paulo com os nomes das minhas filhas, que não vieram comigo e nem as conheciam, fizeram isso simplesmente para me fazer sentir bem. Não acredito. Eles estão tentando sempre me fazer sentir bem, é um vai e vem. Eles estão me dando muito. É dar e receber. Eles tomaram como deles a minha frase ‘onde as pernas não alcançam, o coração chegará’ algo que disse no Defensa durante a pandemia. E hoje ela está no vestiário do Morumbi. Uma frase minha está escrita e para mim é uma loucura, algo muito forte. Eu não posso explicar isso. Sou eu, não me transformei. Eu não fiz nada que não fosse ser eu – completou Crespo.

Por fim o argentino afirmou estar “bem e feliz” não São Paulo e sobre sua relação com os demais funcionários do clube.

– Tenho boa relação com a nutricionista, com o fisioterapeuta e com a psicóloga. Um carinho de todos e todo o tempo. É incrível. Se eu perder dez jogos provavelmente vão me demitir, mas a relação não vai mudar e eu vivo intensamente a partir daí. Tento viver o dia a dia quanto durar, ou se minha relação com o São Paulo durar para sempre, a gente nunca sabe e eu também não me programo. Hoje estou bem e feliz, tentando ser melhor amanhã do que sou hoje. – finalizou.

Neste domingo (23), Hernán Crespo tem a chance de levantar sua primeira taça com o São Paulo em partida válida pela final do Campeonato Paulista contra o Palmeiras. O jogo acontece no Morumbi, ás 16h.

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