O São Paulo se livrou de pagar R$ 16,5 milhões em ação movida pelo ex-jogador Paulo Nani, que jogou no clube nos anos 70 e cobrava um percentual na venda de Antony ao Ajax. A Justiça, porém, julgou o pedido improcedente. A cobrança era de R$ 9,8 milhões por uma fatia da transação, mais danos morais de R$ 1,960 milhão e danos materiais de R$ 1,960 milhão, totalizando R$ 13,7 milhões, além de 20% de honorários advocatícios, que dariam mais R$ 2,8 milhões.

Ex-treinador das categorias de base do time tricolor, Nani alegava que encaminhou Antony ao São Paulo em 2010, após visita ao Grêmio Barueri. E que firmou, em 2014, um contrato para o pagamento de 5% sobre uma futura venda do jogador. O juiz Gustavo Henrique Bretas Marzagão, porém, deu ganho de causa ao São Paulo. Ele analisou que desde 2011 é proibido o repasse de direitos econômicos de atletas a terceiros. Além disso, existiu uma transação de R$ 6,3 mil em 2019 omitida pelo autor da ação que foi considerada como quitação do débito, e não por reembolso de despesas como ele alegava.

Os advogados do ex-jogador já recorreram da decisão e disseram que “enganosamente o apelado (São Paulo) quer fazer crer à Justiça que, por míseros R$ 6,3 mil, que equivalem a menos de R$ 50 por ano de trabalho do apelante (Nani), se faça plena quitação do percentual contratado pela futura venda de Antony”. Eles classificam a conduta como má-fé. O clube, por sua vez, pediu que o recurso seja negado.

Antony foi vendido ao Ajax em fevereiro do ano passado. Pelo acordo, os europeus desembolsariam 20 milhões de euros (cerca de R$ 126 milhões), mais 5 milhões de euros (R$ 31,5 milhões) poderão ser pagos caso o jogador alcance algumas metas.

UOL