Mesmo com os reservas, o São Paulo poderia ter saído com a vitória contra o Rentistas, no Uruguai, e selado sua classificação para as oitavas de final da Libertadores.

A falta de entrosamento pesou, mas o Tricolor só não levou os 3 pontos por causa das falhas de finalização e à boa atuação do goleiro Rossi, que defendeu até cobrança de pênalti de Vitor Bueno.

Mas o pano de fundo do jogo foi a decisão do técnico Hernán Crespo de priorizar as quartas de final do Campeonato Paulista, não levando para a viagem os jogadores que serão titulares amanhã, contra a Ferroviária. Um olhar apenas racional pode indicar que assumiu um risco perigoso – se saísse derrotado na noite de ontem, perderia a liderança do grupo apra o Racing.

Mas é preciso entender todo o contexto. Um eventual título Paulista será muito mais valioso para o São paulo do que para os rivais. Já são nove anos sem título e, ainda que os estaduais sejam irrelevantes, para o Tricolor pode representar o resgate da mentalidade vencedora e o impulso para objetivos maiores na temporada. Como foi para o Palmeiras, ainda com Vanderlei Luxemburgo, batendo o maior rival na decisão e depois engrenando de vez com a chegada de Abel Ferreira.

Cabe aí também a carência do torcedor, que viu o time acumulando classificações vexatórias nos últimos anos, muitas vezes contra adversários bastante modestos. O São Paulo está a um passo do mata-mata da Libertadores e pode se dar ao luxo hoje de colocar o Paulistão como foco. Depois de uma década no limbo, o clube não pode ignorar esta oportunidade.

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