O São Paulo trabalha para aumentar a receita de patrocínio obtida na temporada passada. Embora trabalhe com um orçamento conservador e a previsão de arrecadação de R$ 16 milhões em 2021, o clube tenta quase duplicar o que faturou em 2020 —R$ 36,5 milhões. O primeiro passo foi dado com a Betsul. O site de apostas renovou a parceria com o Tricolor pagando 90% a mais do que era desembolsado até a temporada passada. Os valores são tratados em sigilo por causa de uma cláusula de confidencialidade.

O clube faz reuniões virtuais e presenciais diárias com outras empresas que desejam patrociná-lo. A única divulgada foi a do banco AAX Digital, que enviou representantes ao Morumbi para conversar com o presidente Julio Casares e membros do departamento de marketing. Outras empresas fizeram ações semelhantes com o clube e estudam a possibilidade de patrocínio. A intenção é aumentar também o faturamento com receitas em outras áreas do uniforme. O desejo do clube, por exemplo, é faturar cerca de R$ 25 milhões com o patrocinador máster, que fica na região frontal da camiseta. As empresas que fizeram consulta à diretoria em reuniões recentes escutaram essa pedida.

Antigo patrocinador máster, o Banco Inter havia feito um acordo para pagamento de R$ 18 milhões por ano ao São Paulo. Com a pandemia do novo coronavírus, o montante sofreu uma redução considerável. O depósito mensal, outrora de R$ 1,5 milhão, passou a ser de R$ 1 milhão. Em 28 de fevereiro passado, sem acordo para a permanência da empresa, que propôs o pagamento de cerca de R$ 7 milhões por ano, a diretoria passou a procurar um novo parceiro para a camiseta.

Além do Banco Inter, outros três parceiros ficaram fora do uniforme tricolor ao fim da última temporada do futebol. São eles MRV, SPFC Chip e Urbano, enquanto os remanescentes são Betsul, Cimento Kaue, Cartão de Todos, Konami e Gazin. O desejo da diretoria é receber, no mínimo, mais R$ 14 milhões por ano com os novos patrocinadores em outras áreas do uniforme. As tratativas são feitas pelo departamento de marketing, dirigido por Eduardo Toni, e pelo presidente Julio Casares, que tem experiência na área.

Em que pese o desejo do São Paulo de aumentar o faturamento com patrocinadores, a proposta orçamentária de 2021 é bastante moderada em relação a isso. Para evitar surpresas negativas, o documento prevê a entrada de R$ 16 milhões durante o ano com acordos de patrocínios. No exercício passado, último da gestão de Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco, o Tricolor paulista previu R$ 62,8 milhões com patrocinadores e ações de marketing. O clube, contudo, faturou R$ 36,5 milhões.

UOL