Falando sobre manter jogadores da base por mais tempo no São Paulo, Casares comentou sobre a situação do clube e o que projeta para os atletas:

“Em um cenário ideal, quanto mais você atrasar e capacitar o jogador para deixar um legado esportivo é melhor, mas também nós temos que analisar que nenhum jogador do São Paulo é inegociável. O atleta, um artista de televisão seja o talento que for, quando ele quer sair por uma ambição legítima de outros campos, é muito difícil conseguir sem uma extra motivação fazer com que ele continue nessa relação de trabalho com muita efetividade”, explicou o dirigente.

Casares aproveitou para comentar sobre a venda de Brenner:

“Então, o São Paulo vendeu o Brenner, e foi o maior investimento do mercado americano aqui no Brasil. O Brenner era um jogador que estava quase sendo dispensado, então teve uma grande valorização, acredito que vendemos no momento certo, então, o São Paulo tem que ter planejamento até pra necessidade”.

Sobre o longo prazo:

“Nós imaginamos que a médio e longo prazo o São Paulo possa ficar menos refém da necessidade da venda de jogadores. Para isso, tem que ter um sócio-torcedor forte, uma área de marketing forte, uma participação na televisão muito forte, mas o cenário ainda é preocupante, não só pela dívida que nós herdamos, que já seria algo muito difícil, mas porque estamos no início de uma gestão e num processo de pandemia que não nos trouxe só o prejuízo psicológico, um prejuízo de falta de jogo como estamos experimentando, mas também um prejuízo econômico. As janelas que tinham ofertas maravilhosas, hoje não tem mais, por isso temos que ser criativos.

Só se segura jogador quando se tem uma saúde financeira, e o São Paulo está começando um processo de re-equacionar as suas dívidas para que a média a longo prazo nós possamos ter essa saúde financeira”.

saopaulo.blog