Hernán Crespo pediu um zagueiro que atue pelo lado esquerdo da defesa à diretoria do São Paulo. Em contenção de despesas, o clube abdicou de ir ao mercado da bola para contratar um atleta para a posição — só chegarão reforços que não demandarem compensação financeira. Desta forma, o argentino busca no próprio elenco nomes que possam atuar na função. Formado em Cotia, o jovem Luizão passou a ser uma alternativa para a diretoria.

O atleta seria utilizado pela comissão técnica argentina nas atividades comandadas no CT da Barra Funda em meio à paralisação do futebol por causa do agravamento da pandemia do novo coronavírus. Entretanto, o jovem de 19 anos contraiu a doença e não conseguiu participar dos treinos mais recentes. Ele ficou mais de 14 dias afastado por causa do problema clínico.

Depois da ausência forçada por causa da doença, o jogador foi reintegrado às divisões de base. Ele tem feito um trabalho à parte no centro de treinamentos de Cotia, onde trabalham os atletas mais jovens e que estão à disposição das categorias inferiores. Ele deve voltar ao CT da Barra Funda, local das atividades do elenco profissional, em breve. Sem o atleta neste período, Hernán Crespo testou Léo e Bruno Alves na função durante o período sem jogos no estado. Walce, recuperado de grave lesão no joelho, também receberá oportunidades da comissão técnica. O defensor já trabalha com o restante do plantel e até foi utilizado durante os treinos.

Antes de cogitar a utilização de jovens revelados nas divisões de base e nomes que já estão no grupo profissional, o São Paulo pensou em ir ao mercado da bola para encontrar um zagueiro. Sabino, que pertence ao Santos, é um nome que agrada à comissão técnica e ao restante do departamento de futebol. O atleta, contudo, precisará negociar a saída da Vila Belmiro para depois se transferir para o Morumbi. A diretoria não pretende pagar algo ao rival pela contratação do jogador de 24 anos.

Além de Sabino, o Tricolor paulista chegou a cogitar nomes do futebol argentino a pedido de Crespo. O mercado do país vizinho foi mapeado pela comissão técnica, e os jogadores que se destacaram foram avaliados nos bastidores. A diretoria chegou a cogitar o pagamento de cerca de R$ 5 milhões por uma atleta da posição, mas fez revisão as contas e descartou investimento elevado neste momento.

UOL