Éder foi apresentado como reforço do São Paulo na tarde desta quarta-feira. No Morumbi, o atacante recebeu das mãos de Julio Casares a camisa de número 23 e concedeu a sua primeira entrevista coletiva como jogador do Tricolor.

Éder revelou que sua ideia inicial era voltar para o futebol italiano, onde se destacou por várias temporadas antes de se transferir para a China. No entanto, após o insucesso nas negociações, o atacante ficou satisfeito pela abordagem feita pelo presidente e diretores do São Paulo nas primeiras conversas, optando pelo clube do Morumbi.

“Quando tive o primeiro contato com o presidente, em janeiro, fui muito sincero. Tinha a possibilidade de voltar para a Itália, mas não deu, na minha cabeça eu voltaria para o futebol europeu em julho, porque tinha algumas propostas para jogar na Itália. Tive contatos com outros clubes do Brasil, mas nada de sentar e conversar”, afirmou Éder.

“Aquilo que ouvi do São Paulo, que é um clube enorme, e a forma como me procuraram foram os motivos pela minha decisão pelo São Paulo. Pelo presidente, pelos diretores e por aquilo que vi do São Paulo. Acho que é um time muito interessante, um time em que poderia me encaixar e que é feito de um grupo de muita qualidade, com jogadores jovens e experientes. Vivendo aqui, estou vendo toda a qualidade do grupo, o trabalho do Mister (Crespo) e a intensidade que tinham me falado sobre o clube”, completou.

Éder também comentou sobre a importância que Miranda teve nas negociações entre o atacante e o São Paulo. Os dois atuaram juntos na Internazionale e no Jiangsu Suning, desenvolvendo uma amizade.

“No futebol, a gente tem muitos companheiros, mas o Miranda já é um grande amigo. Vamos para o quinto ano juntos e fico muito feliz. Seja na Inter ou na China, fomos felizes juntos. Tive um contato com o Miranda assim que ele estava para fechar com o São Paulo, ele me disse que os diretores perguntaram sobre as minhas condições”, disse o reforço do Tricolor.

Apesar de chegar ao São Paulo com 34 anos, Éder não acredita que sua idade será um obstáculo para que atue em alto nível no futebol brasileiro, destacando o esforço extracampo realizado para manutenção de um bom condicionamento físico.

“Estou me sentindo muito bem. Falo sempre que a idade é somente um número, tudo vem da cabeça, da vontade que o jogador tem de fazer aquilo que gosta. Há poucos dias, vi uma entrevista do Sérgio Ramos em que ele fala que quer jogar até os 40, 42 anos. Então, se tenho 34 anos de idade e ainda tenho vontade de treinar, me sacrificar e ter os cuidados na preparação, a idade é só um número”, pontuou Éder.

“É normal que tenha o seu tempo para a adaptação, estou há quase 16 anos fora do país. Mas isso não é só para o Éder, todos os que retornam ao futebol brasileiro precisam da sua adaptação. Isso vem com o tempo”, finalizou.

Gazeta Esportiva