Apesar do pouco tempo à frente do São Paulo, Hernán Crespo já conseguiu implementar parte de seus conceitos táticos na equipe, rompendo com aspectos que vinham sendo observados na última temporada. Dentre eles, está o sistema de marcação, que passou a ter referências individuais.

Sob o comando de Vizolli, o Tricolor encerrou a última temporada com o sistema defensivo funcionando por zona. Ou seja, os jogadores possuíam os seus setores no campo e realizavam a marcação apenas nos seus espaços, buscando uma maior compactação entre as linhas.

Com Crespo, a ideia passou a ser marcar por encaixes. Os jogadores também partem de setores, mas são instruídos a “caçar” os adversários que entrarem no espaço. Dessa forma, é possível observar longas perseguições em campo, com atletas distantes de suas posições originais.

Não à toa, já é possível ver os zagueiros que atuam pela direita e pela esquerda, por exemplo, marcando na intermediária, seguindo as movimentações dos seus alvos. Da mesma forma, os alas sobem bastante para encaixar nos laterais adversários no momento da saída de bola.

A mudança da marcação zonal para a individual exige um longo período de treinamento, para que as movimentações sejam repetidas exaustivamente. No sistema com três zagueiros, apenas o defensor central não faz perseguições, sendo o homem da sobra. Para que não haja desequilíbrios, com o adversário desvencilhando-se dos encaixes e encontrando vantagens no ataque, é necessário que o time esteja atento a todos os movimentos do oponente.

Gazeta Esportiva