São Paulo planeja ter um processo seletivo para a escolha de seu novo treinador parecido com o que o Flamengo fez após a saída de Jorge Jesus para o Benfica. Priorizando técnicos estrangeiros, o clube do Morumbi quer realizar algumas entrevistas, conversas com potenciais substitutos de Fernando Diniz, antes de “bater o martelo”.

O novo executivo de futebol, Rui Costa, e o coordenador técnico, Muricy Ramalho, serão os principais responsáveis por guiar essas conversas com os profissionais, tentando encontrar o nome que mais se enquadra às necessidades do elenco e à filosofia herdada do trabalho de Fernando Diniz.

Tentando aproveitar o trabalho de um ano e quatro meses de Fernando Diniz, o São Paulo espera manter parte da identidade de jogo estabelecida pelo seu antigo treinador, mas entende também que é preciso de algo a mais, como, por exemplo, maior competitividade, equilíbrio emocional, entre outros fatores.

Um ponto primordial também é a utilização das categorias de base. Sem dispor de muito dinheiro para contratações, o São Paulo seguirá apostando em suas promessas vindas de Cotia, a exemplo do que aconteceu nas últimas temporadas, em que nomes como Igor Gomes, Luan, Antony, Brenner, entre outros, acabaram se tornando peças-chaves da equipe principal.

Enquanto o São Paulo busca por um novo treinador no mercado, a base vem preenchendo as lacunas deixadas no time profissional até mesmo fora de campo. Marcos Vizolli, que tem vasta trajetória por Cotia, será o técnico interino nesta reta final de Brasileirão, auxiliado por Menta, treinador do sub-17. O preparador físico do sub-20, Kako Perez, exercerá a mesma função agora na Barra Funda.

Gazeta Esportiva