Entre ao menos parte dos colaboradores de Júlio Casares na gestão do São Paulo há o entendimento de que muitos jogadores do time estão acomodados. Esse seria um dos motivos para a falta de reação da equipe que viu uma vantagem de sete pontos na liderança do Brasileirão se transformar em desvantagem do mesmo tamanho para o Internacional. Quem pensa dessa forma defende que o presidente são-paulino contrate para o lugar de Fernando Diniz um técnico com pulso firme e currículo pesado para se impor diante dos atletas.

Os portugueses André Villas-Boas e Leonardo Jardim se encaixariam nesse perfil, mas costumam cobrar mais do que o clube pretende gastar. O discurso de Casares é de que a direção não esperava trocar de técnico agora e que até a noite desta terça-feira (2) nenhum profissional havia sido procurado. Pela tese de acomodação, os atletas estariam numa zona de conforto, acostumados a ter todos os seus pedidos atendidos por seus superiores.

Vale lembrar que os jogadores se mobilizaram para impedir a troca de Raí por Carlos Belmonte, hoje diretor de futebol, no final de 2019, com Leco na presidência. O ex-jogador só saiu após a demissão de Diniz, na última segunda. Além disso, a contratação do ex-treinador foi feita após Daniel Alves e outros jogadores serem consultados e avalizarem a escolha.

UOL – Ricardo Perrone