São Paulo conta com uma nova gestão neste início de 2021. Sucesso de Leco na presidência, Julio Casares está adotando uma política de austeridade financeira do clube devido às dívidas que totalizam cerca de R$ 576 milhões. Desta forma, a tendência é que nos próximos três anos as categorias de base exerçam um papel ainda mais importante para o Tricolor.

Sem dinheiro para contratações, o São Paulo irá recorrer a Cotia quando houver a necessidade de reforçar o elenco principal. Isso já vinha acontecendo no ano passado, na gestão de Leco, mas se tornará uma prática quase que protocolar por causa da necessidade de destinar a maior parte das receitas para honrar compromissos com credores.

“O futebol profissional passa a ser base mais profissional. O futebol principal é o futebol do São Paulo Futebol Clube, Cotia é igual à Barra Funda. O diretor executivo poderá vir antes do fim do Brasileirão, sem muita pressa e com responsabilidade financeira. A responsabilidade financeira vai permear nossas ações. A dívida está em torno de R$ 576 milhões. É uma dívida importante, mas a marca do São Paulo também é importante, teremos um Conselho de Administração atuante, que vem do mundo empresarial e que vai ajudar o São Paulo a prospectar negócios, captar parceiros”, afirmou o novo presidente do São Paulo, Julio Casares.

Embora ainda não haja a definição do novo diretor executivo de futebol que ocupará a cadeira que hoje é de Raí, a alta cúpula tricolor contratará um profissional com um perfil que se enquadre nessa filosofia. Muricy Ramalho, que exercerá a função de coordenador de futebol, também será importante para entender as necessidades do elenco e saber se os jovens revelados pelas categorias de base têm condições de supri-las.

“Não só tomamos conhecimento da questão financeira, mas também de detalhes do futebol, já vislumbrando um futuro, em que temos a ciência terrível da questão financeira. É por isso que acabamos de anunciar as câmaras setoriais, na intenção de adequar os nossos compromissos financeiros. O futebol está inserido nessa nova realidade financeira do São Paulo. A base será fundamental. Quando um técnico manifestar uma carência no elenco, temos que recorrer à base. Se isso não for possível, aí sim iremos ao mercado”, concluiu Casares.

Gazeta Esportiva