Rodrigo Caetano ainda não foi descartado pelo São Paulo, mas as negociações para o cargo de diretor executivo de futebol estão cada vez mais distantes de um desfecho positivo. O distanciamento ficou mais evidente nos últimos dias, muito por causa da situação financeira delicada que o clube vive. Os valores oferecidos não batem com os que o dirigente espera receber.

Em 2019, o Tricolor apresentou um déficit de R$ 156 milhões, o segundo pior entre todas as equipes da Série A do Campeonato Brasileiro, superando apenas o Corinthians, de R$ 177 milhões. A pandemia causada pelo novo coronavírus e os estádios fechados para o público resultaram no corte da bilheteria também.

Caetano foi se distanciando de um possível acerto. O ex-dirigente do Internacional chegou a ser tratado como o nome ideal para o esporte em 2021. Entretanto, ficou mais distante do CT da Barra Funda após uma avaliação minuciosa da questão financeira do clube. Esse fator é uma questão importante para a nova gestão do clube solucionar.

Atual executivo de futebol, Raí permanece até fevereiro, o que dá um pouco mais de tempo ao clube da capital para analisar a situação. Outros nomes são avaliados para o cargo. O ídolo pode até seguir no Morumbi, mas com um cargo diferente do atual.

O novo diretor-adjunto de futebol, Carlos Belmonte Sobrinho, analisa os possíveis candidatos à vaga. Há outros nomes que são analisados para integrar o departamento, mas são tratados com sigilo. Enquanto o novo diretor não é definido, o São Paulo lidera a tabela do Campeonato Brasileiro, com 56 pontos. O próximo compromisso da equipe é contra o Red Bull Bragantino, na semana que vem (6).

UOL