O São Paulo jogou com quase todos os seus titulares na partida com o Fluminense e conseguiu a vitória que o ajudou a abrir distância na liderança do Brasileirão, mesmo tendo pela frente o confronto decisivo com o Grêmio pela semifinal da Copa do Brasil amanhã, com a necessidade de vencer no Morumbi para ir à final.

Arnaldo Ribeiro analisa a forma como o técnico Fernando Diniz tem administrado a disputa de diferentes competições e entende que o motivo para o time estar bem em ambas atualmente é justamente o fato de não priorizar apenas uma delas.

“Na verdade eu acho que o São Paulo do Diniz, mesmo nas oscilações e eliminações e tudo mais, ele tem uma característica clara, ele não reveza jogadores. O Diniz a ideia de jogo dele é encontrar o time ideal e insistir no time ideal. E repetir, repetir e repetir. Aí é só por cartão, que o time não toma tanto, suspensão, ou por alguma lesão. E eu acho que essa coisa da opção por torneio também não existiu nem quando o São Paulo disputava a Sul-Americana”, diz Arnaldo.

“Na eliminação para o Lanús, daquele jeito, com gols acréscimos, foi o time titular para a Argentina, o time titular e o São Paulo tinha três frentes naquele momento. Aquela eliminação, ela foi na minha visão providencial, porque o São Paulo com esse elenco, com esse tipo de trabalho, não suportaria três competições, duas até é possível. O Palmeiras está sofrendo com três, o Grêmio já não tem mais três, é muito complexo você lidar com três competições”, completa.

Com as últimas fases da Copa do Brasil tendo jogos mais espaçados em relação ao Campeonato Brasileiro, Arnaldo diz que não faria sentido também a escolha de Diniz por uma delas, considerando a importância que tem o Brasileirão, vencido pela última vez em 2008, além da falta de um título no torneio em mata-mata. “Uma eventual classificação para uma final de Copa do Brasil depois de 20 anos, a final é só em fevereiro, em janeiro só teria o Brasileiro. E aí eu acho que não tem cabimento”, afirma o jornalista.

“Na verdade, na cabeça do Diniz nunca teve a opção A ou opção B, é sempre a opção próximo jogo, para o bem e para o mal. Isso já custou muito caro ao São Paulo e hoje não faz nenhum sentido optar por um ou por outro, até porque a Copa do Brasil é um título que o São Paulo nunca teve e Brasileiro é o maior título possível no país em um campeonato mais difícil”, completa.

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