Cotado para ser contratado como diretor executivo de futebol do São Paulo, Rodrigo Caetano também é debatido em outros clubes do país. Segundo apurou o UOL Esporte, o dirigente — que deixa o Internacional ao fim de seu contrato — é nome avaliado em Vasco e Grêmio. Caetano esteve no Grêmio entre 2005 e 2008. Começou dirigindo as categorias de base, e posteriormente foi alçado ao principal.

Segundo apurou o UOL Esporte, o nome dele passou a ser debatido nos bastidores do clube a partir da última semana. Caetano, no entanto, negou qualquer tipo de procura quando questionado sobre o tema na entrevista coletiva na qual se despediu do Inter. “Não tenho (futuro definido). Cumprirei meu contrato até 31 de dezembro, vou com a delegação para o jogo contra o Bahia em Salvador, e após meu desligamento que pensarei num novo projeto ou novo desafio. O que me levou a fazer o comunicado (de saída) é que já tive uma conversa com futuro presidente, Alessandro Barcellos, e houve um entendimento de não seguir. Não tenho nada acertado. Agora, com a certeza da minha saída, talvez possa ter algum tipo de convite, mas vou analisar com muito carinho a partir de primeiro de janeiro. Não tive nenhum tipo de convite de nenhum outro clube, muito menos do Grêmio, até o presente momento”, afirmou na última quarta-feira. Outro clube em que Caetano já trabalhou e aparece como postulante a contar com ele é o Vasco. Na equipe do Rio de Janeiro, o dirigente esteve entre 2009 e 2011, e depois em 2014. O presidente vascaíno eleito, Jorge Salgado, disse que conversou com Caetano e elogiou o trabalho dele.

“Eu conversei com ele (Rodrigo), sim. Tivemos uma conversa na semana passada. Ele é um profissional que já trabalhou aqui, competente e que está no Internacional, que é um dos maiores clubes, que está nas primeiras posições. Conversei com ele sobre este momento. Ele falou que tinha outra proposta também, mas estou aguardando a volta dele”, disse em entrevista coletiva. O executivo também foi questionado sobre isso na saída do Colorado.

“Em relação ao Vasco, muito respeito ao executivo que lá está, que é o Mazzuco (André), que é um amigo pessoal. Mas o Jorge Salgado é uma pessoa que conheço de longa data, são duas passagens exitosas em momentos difíceis no Vasco. Neste momento não posso responder como será o futuro, pois ainda está tudo muito recente para mim. Mas obviamente que o Vasco foi, e sempre será, um clube que tenho maior carinho e respeito por tudo que vivi, e pelo respeito que sempre tive por parte de todos os vascaínos. É algo para ser considerado mais à frente”, explicou.

São Paulo era destino mais próximo

Enquanto isso, o São Paulo era cotado como clube mais próximo de fechar com o dirigente. Entre idas e vindas, porém, as conversas estagnaram nos últimos dias. A permanência de Raí até fevereiro deu tempo ao comando do Tricolor Paulista para definição.

“Deixando muito claro que não tenho nenhum acordo, nem poderia ter com qualquer outro clube. Mas a partir do momento que ficou definido, não deixando de lado tudo que tenho para fazer até o início da semana que vem, com o Abel, jogadores, diretoria, e até mesmo dando segmento às reuniões de transição (no Inter), é óbvio que em algum momento terei que pensar sobre o futuro. Nunca tive nada acertado com São Paulo ou outro clube”, acrescentou Rodrigo.

UOL