Daniel Alves foi o melhor do São Paulo na Arena em Porto Alegre, especialmente nas assistências para Brenner e Luciano. Chances cristalinas. Limpas. Já no segundo tempo. De Brenner a mais impressionante, com Vanderlei já batido e o atacante inteiro, no tempo certo. Mas se atrapalhando na decisão de como empurrar para as redes.

Luciano falhou à frente do goleiro. Não pode perder gols feitos em uma disputa de mata-mata. Ou melhor, ainda é possível se recuperar na volta da semifinal da Copa do Brasil, no Morumbi. Como o Santos também foi melhor fora de casa contra o time de Renato Gaúcho, não venceu, mas atropelou na Vila Belmiro. E o São Paulo nem tem que lamentar a falta do gol “qualificado”, já que não é critério no torneio nacional. Renato até tentou compensar a baixa intensidade do seu meio-campo ao posicionar Thaciano pela direita, colaborando sem bola, especialmente ao acompanhar Reinaldo.

Mas o Tricolor do Morumbi envolvia com boa coordenação ofensiva, especialmente quando concentrava jogadores no setor da bola, inclusive os meias Gabriel Sara e Igor Gomes, que teoricamente atuam pelos lados na execução do 4-4-2 de Fernando Diniz. Todos próximos, tocando curto.

As oportunidades mais claras foram na segunda etapa, mas o domínio já foi nítido nos primeiros 45 minutos. 64% de posse, 85% de efetividade nos passes. Cinco finalizações contra apenas uma, um a zero no alvo. Muita tensão, porém, e nenhum ataque contundente. O São Paulo deu tempo para Renato ajustar a equipe com substituições. Já havia perdido Geromel, lesionado – entrou Rodrigues. Trocou o jovem Darlan pelo experiente Lucas Silva para proteger a defesa atuando mais fixo. E deu agressividade pela direita com Ferreira na vaga de Thaciano. Deu trabalho para Reinaldo e criou toda jogada finalizada por Diego Souza.

A segunda conclusão gremista no jogo, a única na direção da meta de Tiago Volpi. Nas redes. Foi a grande diferença no clássico nacional. E o Grêmio espera ser mais feliz no Morumbi. E competente, principalmente na defesa. Em casa teve mais sorte que juízo, de novo. Por isso o São Paulo está muito vivo, até porque, em casa, Luciano e Brenner costumam ser mais letais. Fernando Diniz vai precisar.

UOL