Com a vitória diante do Atlético-MG na última quarta-feira (16), o São Paulo abriu vantagem novamente na liderança do Campeonato Brasileiro e conseguiu que apenas Tchê Tchê, entre tantos jogadores pendurados, ficasse fora do jogo com o Fluminense ao receber o terceiro cartão amarelo.

Arnaldo Ribeiro analisa a liderança do time comandado por Fernando Diniz e pontua como fatores essenciais para o momento são-paulino o fato de o time não ter tido tantos casos de covid-19 como alguns concorrentes, além de tomar poucos cartões e não ter problemas físicos, com poucas lesões ocorridas até o momento.

“É claro que o fato de o São Paulo ser um dos poucos times brasileiros que até agora não sofreram até agora surto de covid de forma quase total, como alguns tiveram, caso do Palmeiras, Santos, Flamengo, permitiu que o Fernando Diniz, que é um técnico que adora repetir times, pudesse fazer isso até ir ajustando o São Paulo ao seu feitio”, afirma Arnaldo. “É verdade também que o São Paulo nesse período teve muita disciplina, pouquíssimos jogadores suspensos, não teve nenhum expulso no campeonato, está lá com dez pendurados há três rodadas, ninguém está forçando cartão, ninguém está tomando cartão à toa. É um time muito disciplinado”, completa.

Eduardo Tironi lista Reinaldo, Igor Gomes, Gabriel Sara, Igor Vinícius, Vitor Bueno, Léo, Arboleda, Juanfran e Luan como jogadores que têm dois cartões amarelos e seguem passando ilesos Já Arnaldo faz uma comparação ao Flamengo de 2019 em termos de recuperação de jogadores lesionados em período mais curto e o baixo número de desfalques por problemas físicos.

“Tem uma coisa que o Flamengo teve o ano passado, que é uma recuperação rápida dos jogadores e pouquíssimas lesões, isso fez diferença no ano passado para o Flamengo, a gente enalteceu aqui, era um problemaço do São Paulo, você lembra o que tinha de jogador machucado com todo tipo de lesão toda semana, diminuiu muito isso, então tem uma série de fatores que permitem que o Fernando Diniz repita, repita, insista e corrija”, diz o jornalista.

“O fato de o time ter hoje, o time titular, uma média de idade bem baixa, uma vitalidade grande, são muitos garotos que aguentam frequência, sequência de jogos mais ou menos no mesmo ritmo, sem alterar muito o ritmo. Me surpreendeu fisicamente o São Paulo, que jogou inteiro contra o Corinthians no domingo, mesmo não tendo jogado nada, o Galo tinha jogado no sábado, o Galo vem jogando uma vez por semana, o Morumbi choveu bastante e o ritmo que o São Paulo imprimiu na partida contra o Galo foi impressionante”, conclui.

Gazeta Esportiva