Amigos tricolores

Oficialmente confirmado, Muricy está de volta.

Infelizmente, tem torcedor do São Paulo muito alienado.

Maios do que aquele desenho o “Fantástico Mundo do Bob” (SBT).

Vamos esclarecer algumas coisas, o Muricy não vem para o São Paulo para ser técnico.

Em 2016 – olha ai no seu calendário, estamos em 2020, quase 2021 – o Muricy se aposentou.

Disse para todo mundo que não queria mais ser técnico.

São 4 anos que ele diz a mesma coisa.

Mesmo recebendo inúmeras sondagens.

O cara foi um grande campeão por quase todos os times que passou.

Apenas um resumo.

Não fosse a ajudinha da CBF em 2005 para os gambás.

Não fossem os problemas de contusões em 2009.

Muricy seria campeão Brasileiro em 2005, com o Inter e 2009 com o Palmeiras.

Completando 6 títulos na sequencia.

Já que venceu com o São Paulo de 2006 a 2008.

E depois em 2010 com o Fluminense,

Ano em que ele, acertadamente, mandou Ricardo Teixeira plantar batatas.

Ricardo Teixeira, era o presidente da CBF na época.

Contrato para não ser técnico

Julio Casares disse.

Muricy confirmou na 2a feira em sua despedida do Sportv.

Contrato com cláusula em que ele não pode ser técnico.

Nem por um jogo.

Nem interino.

Compreendido?

Ele não vem para o lugar de Fernando Diniz.

Ele vem para somar.

Vem para trazer sua experiencia de campeão.

Se você acha que a chegada de Muricy vai mexer no ambiente.

Desculpe.

Mas você não tem a menor ideia do que Muricy representa ao São Paulo.

Muricy é um dos poucos caras no futebol mundial.

Que quando chega, é para agregar.

E se mexe com os ânimos do time.

É para melhorar.

Mesmo o que já está ótimo.

Jogador sabe.

Jogador se fala.

Jogador pesquisa.

Jogador conhece a história.

Quem trabalhou com Muricy sabe da sua honestidade.

Sabe da sua índole.

Conhece seu caráter.

Sabe que com ele, a palavra vale mais que tudo.

Sabe que com ele “é trabalho”.

Mas que o trabalho dá resultado!

E por que não voltou antes?

Pergunta para o Leco, porque ele odeia tanto o Muricy.

Lado a lado e não no lugar

Diniz está seguro, por hora, no cargo.

Não é o Guardiola.

Mas somos líderes do Brasileiro.

Temos um dos melhores ataques.

E uma das melhores defesas.

Estamos nas quartas de final da Copa do Brasil.

A imprensa chora, mas admite, temos o futebol mais bonito de se ver.

Não é fácil implantar essa filosofia.

Mas ela começa a dar certo.

O efeito saída do Leco parece que mudou o ambiente.

A mudança certa da presidência parece que deu um novo rumo.

Nada contra a pessoa do Leco.

Tudo contra a sua administração.

Muricy deve atuar diretamente na equipe principal.

Estará ao lado de todos os setores que envolvem o futebol profissional.

Vai trabalhar ao lado de Diniz.

Não contra.

Não em seu lugar.

Muricy não é mais técnico de futebol.

Muricy é coordenador, um recomeço.

Uma nova função.

Um cargo que ele criou e sonhava em executar no São Paulo.

Casares fez o sonho se realizar.

Casares usou Muricy como arma politica

Juro que ouvi isso.

Deu vontade de dar um soco em quem falou.

Casares ganhou a eleição em Agosto.

Quando a oposição escolheu o Roberto Natel.

Nada conta a pessoa.
Mas era muito despreparado.

Uma pessoa sem energia.

Sem reação.

Parado.

Sem força.

O São Paulo precisa de um trator para um choque de gestão.

Natel estava mais para um Uno.

A chapa grafite deu um baile nas eleições do conselho.

74% dos votos.

Muricy nem era falado no Morumbi.

Ainda era comentarista da Rede Globo.

A notícia da sua vinda para o São Paulo foi dada por Flávio Ricco.

Um São Paulino colunista de TV.

Cassares nada disse.

Muricy muito menos.

Sábado passado, na semana que Ricco anunciou Muricy, a eleição.

Foram 233 conselheiros votando.

Casares, com 155 votos, 67% do pleito, venceu.

Quantos desses 155 mudaram de ideia por causa do Muricy.

Precisa ser muito alienado para dizer algo assim.

Um membro da comissão de Natel cogitou Casares usar Muricy como arma política.

Esse membro não foi reeleito como conselheiro.

Está chorando, abraçado a um dossiê que só ele tem.

Esqueceu que Natel, vice do Leco, era da chapa que usou Rogério Ceni como cabo eleitoral.

Acuse-os do que você é, já diz o ditado dos canalhas.

Muricy e Diniz

Há tempos Muricy elogia Diniz.

Já criticou, claro, mas sempre elogiou mais que criticou.

Diniz pensa o futebol de forma diferente.

Muricy disse isso.

E ele tem razão.

Não há rixa.

Há parceria à vista.

Papel de Muricy

“Estou indo para o clube que amo e não vou para o lugar de ninguém.

Vou para um posto que não existe”. Muricy, no bem amigos.

Liberdade de atuar em áreas mais específicas

Os departamentos físico, médico e de fisiologia.

Unir forças no dia a dia com todos os setores do clube.

Promover jóias da base.

Base que Julio prometeu olhar com mais carinho.

Chega de gastar 40 milhões em Pablo e Trellez.

Quando se tem Brenner, Toró, Anthony, Paulinho Boia na base.

Julio foi enfático na semana pós sua eleição.

“Vamos olhar a base. Sem necessidade de contratar, se tem na base um talento”

Muricy vai fazer o que aprendeu nos 15 dias que passou no Barcelona.

Lá, da molecada de 10 anos ao profissional, há um padrão.

Para contratar no São Paulo, pode ser o Messi, CR7 ou Neymar.

Se não se enquadra com a filosofia do time.

Procure outro.

“O que me fez voltar foi o clube”

Nunca escondeu ser São Paulino.

Não há um único jogador que tenha a identificação com o SPFC que ele tem.

Nem Rogério Ceni.

Muricy é um grande ídolo.

Não apenas pelos títulos.

Mas pelo caráter.

Essa visão moderna.

Que precisamos aqui

#Aquiétrabalhomeufilho