Sábado e domingo não foram bons dias para Roberto Natel e a Chapa Branca. Depois de passar o dia vendo uma onda Grafite inundar o clube e votar maciçamente nos candidatos ligados a Casares e Olten, o candidato na noite de sábado para domingo, se viu abandonado durante a apuração.

Seus coordenadores de campanha, conforme passava a noite, iam deixando a quadra de apuração e ao fim, sobrou apenas Natel e Marcelinho Portugal Gouvea. Este último, foi elogiado por quem viu a cena desoladora de Natel sozinho, cansado e encostado em uma mesa durante a noite. Marcelinho se manteve firme: “É um bom menino, só está do lado errado e influenciado pelas pessoas erradas” afirmou uma fonte.

Do meio para o fim da madrugada, Natel já admitia que os números seriam aquém dos esperados por ele e aliados mas quando saiu o consolidado, foi ainda pior.

Enquanto Casares, Olten e os coordenadores de campanha da Chapa Grafite estavam todos juntos em clima descontraído para enfrentar a angustiante espera pelas falhas absurdas no sistema, que acabou demorando e fazendo o processo ser todo manual, Natel se viu de canto, só e foi o reflexo do resultado, uma maioria contra ele e Marcelinho.

Deste modo, com grande parte de seus conselheiros já eleitos e não vendo perspectivas de mudança no cenário, Natel não terá nenhum guerreiro dando tudo em sua campanha. A diferença hoje, até mesmo pela postura de muitos eleitos já tende a aumentar pró Casares.

Com um grupo rachado, desmotivado, sem liderança, sem perspectivas, Natel recebeu conselhos de abandonar a corrida presidencial como já vimos ocorrer inclusive em outros anos cuja chance se esvaiu, MAC, que hoje está ao lado dele, fez o mesmo em 2014.

Esta atitude seria a melhor para o próprio Natel, para o São Paulo e a todos já que Julio Casares poderia começar logo sua transição com Leco.

O bom combate existiu, Natel. Mas acabou.

A derrota, certa, era questão de tempo e a verdade vos libertou.

Foi, como será conhecida, uma eleição de se tirar o chapéu.

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