A CBF divulgou uma nota para esclarecer a polêmica envolvendo a anulação de um gol no jogo entre Ceará e São Paulo, nesta quarta-feira, pelo Brasileirão.

A polêmica aconteceu depois que um gol do atacante Pablo, do São Paulo, foi revisado pelo VAR quando o jogo estava 1 x 1. Após a confirmação de que o lance era legal, o jogo foi reiniciado com o placar de 2 x 1 para o São Paulo e, logo na sequência, paralisado novamente. Com uma segunda revisão, o VAR disse que o jogador estava impedido, e o gol foi anulado. A partida terminou 1 x 1.

Segundo a entidade, o VAR precisou revisar dois lances. Em um, a posição de Pablo era legal, no outro, ilegal. O árbitro teria sido comunicado que o primeiro lance era legal e, na sequência, uma conversa paralela com o quarto árbitro, para a aplicação de um cartão amarelo, prejudicou a compreensão total da mensagem do VAR, reiniciando a partida.

Assim que conseguiu retomar o contato com o árbitro, o VAR avisou que havia um segundo lance em revisão. Constatando o impedimento, ele solicitou a anulação do gol.

O árbitro da partida era Wagner do Nascimento Magalhães, e o VAR era Carlos Eduardo Braga Nunes.

Veja o comunicado da CBF na íntegra:

Após a análise dos áudios e imagens da cabine do VAR e dos fatos ocorridos na partida entre Ceará Sporting Club e São Paulo Futebol Clube, realizada nesta quarta-feira (25), pelo Campeonato Brasileiro da Série A, a Comissão Nacional de Arbitragem esclarece a cronologia dos acontecimentos que levaram à anulação de gol do São Paulo Futebol Clube:

1 – Importante registrar que, inicialmente, a arbitragem de campo, diante do lance concluído, marcou impedimento do atacante do São Paulo, invalidando o gol.

2 – Após a primeira checagem da jogada de ataque do São Paulo, o árbitro de vídeo informou tratar-se de lance legal, o que fez com que o árbitro central validasse o gol para a equipe visitante de forma factual, ou seja, sem necessidade de ir até a área de revisão.

3 – Constatado que haveria mais um lance a ser revisado, o árbitro de vídeo imediatamente iniciou este segundo procedimento de checagem, momento em que solicitou ao árbitro central que aguardasse o processo ser concluído para, aí sim, determinar o reinício da partida.

4 – Acontece que uma comunicação paralela, mantida entre o árbitro central e o quarto árbitro, a respeito da aplicação de um cartão amarelo para um jogador do Ceará, prejudicou a comunicação que vinha sendo mantida entre o árbitro de campo e o VAR. E fez com que o árbitro central não ouvisse a solicitação da cabine do VAR e autorizasse o reinício da partida.

5 – Imediatamente o VAR alertou ao árbitro, que interrompeu a partida para que o procedimento de checagem, que já estava em curso antes do reinício, fosse concluído.

6 – Por fim, o VAR comunicou ao árbitro central que o lance que deu origem ao gol foi ilegal e que, portanto, deveria ser mantida a decisão inicial da arbitragem de campo, que invalidou o gol de forma correta.

Diante do ocorrido, a Comissão Nacional de Arbitragem facultou aos clubes envolvidos na partida a possibilidade de comparecerem à sede da Confederação Brasileira de Futebol para os esclarecimentos que se façam necessários.

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