O jovem das categorias de base era um pedido da torcida há tempos e o principal artilheiro do sub-20 do Tricolor nesta temporada; confira

Quem for conferir os relacionados do São Paulo para o duelo diante do Ceará pode se estranhar com um nome: o paraguaio Antonio Galeano, de 20 anos, relacionado pela primeira vez por Fernando Diniz no Brasileirão.

Não, não se trata de uma contratação: o ponta é um jogador da base do Tricolor, em Cotia desde 2019, emprestado pelo Rubio Ñu, do Paraguai. Jogando pelas pontas e como segundo atacante, é o principal artilheiro do sub-20 de Orlando Ribeiro e poderá ser utilizado pela primeira vez no elenco principal – junto de Welington, lateral-esquerdo que também foi relacionado.

Seus números impressionam: mesmo jogando várias vezes pelas pontas, Galeano é o artilheiro do sub-20 em todas as competições de base disputadas pelo clube na categoria – excluindo o Paulista sub-20, já que o São Paulo vem utilizando uma equipe alternativa para disputar o estadual.

A fase goleadora do paraguaio fez com que o jogador se tornasse um grande pedido de boa parte da torcida do Tricolor, que pedia que o atleta fosse promovido para o elenco profissional. Mesmo assim, o clube ainda não o contratou em definitivo: para adquirir 60% do passe do jovem, a equipe precisaria desenbolsar 600 mil dólares até o final de 2020 – na cotação atual, cerca de R$ 3,2 milhões.

Ainda que jogue pelos lados, Galeano é diferente de alguns pontas recentes que subiram de Cotia: não é um velocista, como Luiz Araújo, nem um atleta tão habilidoso, como Antony ou David Neres. A principal qualidade do paraguaio é a sua movimentação e capacidade de finalização, seja de longa distância, entrando na área ou até cabeceando.

No esquema atual de Orlando Ribeiro, o atacante tem liberdade para se movimentar por todos os lados, buscando jogo e pisando na área. Meia de origem, não é tão técnico assim, mas evoluiu bastante em 2020: é ágil, com capacidade razoável de drible curto, quando atua pelos lados faz bem a jogada de linha de fundo e é versátil o suficiente para atuar em todas as posições do ataque – até como centroavante já foi utilizado.

Assim, se o São Paulo, com Galeano, não ganha tanto em técnica, ganha um jogador brigador, intenso, com agilidade o suficiente para atacar os espaços e que se movimenta muito bem. No esquema de Fernando Diniz, pode ser utilizado tanto na função que hoje é de Luciano, como segundo atacante, ou pelos lados, fazendo dobradinha com Reinaldo ou Juanfrán.

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