Com seu método de trabalho muitas vezes criticado pela torcida do São Paulo, o técnico Fernando Diniz volta a encontrar amanhã o Flamengo, no Maracanã, seu primeiro adversário quando assumiu o comando do clube paulista no ano passado, e conseguiu um empate sem gols. Mas desde então a forma de atuar do time mudou e o treinador recebe críticas de torcedores por isso, inclusive pela forma como foi eliminado do Campeonato Paulista e da Libertadores, além de derrotas como a diante do Lanús.

No podcast Posse de Bola #69, Arnaldo Ribeiro critica o fato de o técnico não mudar a forma de jogar quando enfrenta um adversário superior e cita Daniel Alves como um jogador que simboliza o trabalho de Fernando Diniz no São Paulo.

“É uma soberba um pouco diferente, e eu acho que é uma coisa que não se aplica, eu não vejo sentido nenhum você como técnico de futebol armar o seu time para jogar contra o Mirassol e contra Flamengo da mesma forma, contra o Fortaleza e contra o River Plate da mesma forma, como se você tivesse a seleção de 1970 nas suas mãos e que pudesse dar as cartas ali. Não é o caso do São Paulo”, afirma Arnaldo.

“Acho que tem um jogador que simboliza um pouco essa ideia de jogo do Diniz, simboliza um pouco não, simboliza muito, que é o Daniel Alves, que também tem um pouco da ‘soberba da derrota’ no São Paulo”, completa.

Para Arnaldo, o técnico e o seu capitão deveriam assistir ao VT do jogo com o Flamengo no ano passado para voltar à forma de atuar que conseguiu anular peças importantes do atual campeão brasileiro. “Diniz está aí mais de um ano no comando e acho que tanto ele quanto o Daniel Alves deveriam assistir aos 90 minutos daquele jogo com o Flamengo, os dois. É o técnico e o capitão ver o VT lá, Flamengo e São Paulo”, diz o jornalista.

“O Daniel Alves ousou destoar naquele jogo, para quem lembra, do resto do time no primeiro tempo, querendo jogar como se ele estivesse no Barcelona do Messi. No segundo tempo, quando o Flamengo colocou os titulares e ele se ligou que a missão dele era anular o Gerson, era o duelo particular. Foi um combate de gigantes, e o Daniel Alves jogou como se estivesse em uma batalha e não dando toquinho, chapéu, passe para trás, e o São Paulo conseguiu travar o Gerson, o Bruno Henrique o Gabigol, o Everton Ribeiro e o Arrascaeta. Se isso não é mérito, eu não sei o que é mérito”, completa.

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