Depois de ser a melhor defesa do Brasileiro de 2019, treinador bancou mudanças, improvisações e ganhou confiança do elenco

Coragem é a palavra que Fernando Diniz mais pede ao seu elenco. Mantra dos treinamentos e das conversas pré-jogo, por vezes registradas pelo próprio São Paulo, a palavra deu o tom do Tricolor na vitória por 2 a 1 do último domingo sobre o Corinthians, simbolizada pela dupla de zaga.

O primeiro corajoso, é claro, foi o próprio Diniz. Mesmo com a melhor defesa do ano passado cujos pilares eram Arboleda e Bruno Alves, o comandante bancou uma mudança após a eliminação para o Mirassol e o começo ruim no Brasileiro.

Viu em Diego Costa, volante na Copinha de 2019, a capacidade necessária para jogar bem com a bola e ser combativo sem ela. Já Léo, lateral esquerdo e opção para Reinaldo desde que chegou, ganhou a chance de ser o companheiro do jovem no miolo de zaga.

Ou seja, Diniz, no momento de maior pressão desde que chegou ao São Paulo, optou por sacar dois nomes com moral na visão do torcedor e donos de boas atuações para colocar apostas e acreditar em um esquema de jogo. Coragem que já lhe rendeu três vitórias seguidas.

Cientes da pressão sobre o treinador, tanto Diego quanto Léo mostraram total concentração nos jogos. O primeiro, cria da base, treinou seguidas vezes o melhor movimento para ajudar no balanço defensivo.

O segundo, acostumado à lateral, viu vídeos de Alaba e Fernandinho para saber como utilizar da melhor maneira a característica elogiada pelo treinador: o passe para quebrar linhas.

Antes do clássico ainda houve pressão de conselheiros no clube para que ao menos Bruno Alves fosse escalado, com o temor do que Jô poderia fazer com uma dupla de zaga que não é formada por zagueiros.

Em campo, porém, os dois seguiram em bom nível. Diego ganhou vários duelos de Jô e ainda motivou um post do clube nas redes sociais, reclamando de um soco do corinthiano no jovem. Léo, por sua vez, iniciou a jogada do gol dando um passe na intermediária adversária já nos acréscimos. Coragem.

Goal.com