Desde o início da temporada, não é nenhuma novidade ver Fernando Diniz realizando substituições pouco convencionais no segundo tempo. O treinador do São Paulo tem a prática de tirar um zagueiro e colocar um jogador mais ofensivo quando o time precisa buscar um resultado, e não abre mão disso.

Contra o Bahia, Diniz promoveu a troca de Bruno Alves pelo lateral-esquerdo Leo na reta final da partida. O técnico fez questão de reiterar que o time treina constantemente variações de esquemas, criticando os comentários negativos feitos quando a substituição não surte efeito.

“A gente treina essas situações e não é de hoje. Quando eu tirei um zagueiro contra o Santo André, a gente melhorou, quase empatou o jogo, foi ok. Então, a análise é sempre feita em cima de esperar o que vai acontecer. Quando fiz a mudança contra o Santos, virou o jogo, ok, é certa a mudança porque surtiu algum efeito”, afirmou Diniz.

“A análise fica só baseada em resultado. Contra o Mirassol, fiz uma alteração dessa e vira uma catástrofe, o treinador é idiota. Hoje, tirei de novo o zagueiro e coloquei o Leo, isso estava sendo treinado”, completou.

Diniz acredita que esse tipo de substituição evidencia uma forma corajosa de enxergar o futebol, condenando críticas que, na visão do treinador, são pouco construtivas para o esporte.

Gazeta Esportiva