Mesmo diante de toda a polêmica que cercou a primeira rodada do Campeonato Brasileiro, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) enxergou um saldo positivo no início da competição nas séries A, B e C. O Goiás encarou problemas com datas de coletas das amostras para a testagem para a covid-19 e viu seu jogo contra o São Paulo suspenso após saber apenas neste domingo (9) que dez atletas foram positivados para o novo coronavírus; o Vila Nova (GO) teve o mesmos problemas de datas de coletas do laboratório contratado par os serviços; e o Imperatriz (MA) teve o jogo contra o Treze (PB) também suspenso após 12 atletas testarem positivo em novo caso de resultados informados apenas no dia do jogo.

“Entendo que um jogo suspenso e o problema com o laboratório atraiam a atenção e gerem debate, mas foram casos muito específicos em um universo de 25 jogos em todas as séries do Campeonato Brasileiro que se iniciaram neste fim de semana. O balanço é positivo. Tivemos sucessos em todas as outras operações”, pontuou o secretário-geral da CBF, Walter Feldman.

“Não há risco zero. Trabalhamos muito, exaustivamente, em debates com mais de 140 médicos, para montar uma estrutura próxima daquilo que consideramos o ideal. Diante de tudo, o mais importante é que nenhuma vida de atleta foi colocada em risco. Onde tivemos problemas com datas e laboratórios terceirizados daquele hospital que é nosso parceiro, claro, suspendemos os jogos. Esperamos resultado, prova, contraprova e, diante da confirmação dos casos e da impossibilidade de ter a reposição dos jogadores decidimos que não teria jogo”, complementou Feldman.

Diante de críticas de clubes e opinião pública a respeito do protocolo, a confederação admitiu que irá conversar internamente sobre os casos da primeira rodada e que a diretriz geral dos campeonatos será debatida com frequência, passando por “atualizações constantes”

Protocolo - Reprodução - Reprodução

Uma das primeiras novidades, já anunciada aos clubes, é a liberação para que eles façam os testes para a covid-19 em laboratórios de sua escolha – caso optem por não utilizar aqueles disponibilizados pela CBF e que foram alvos de questionamentos. “Desde que tenham um índice de qualidade semelhante ao do Hospital Albert Einstein, não há problema”, explicou Walter Feldman. Outra atualização na diretriz médica é o novo período de quarentena para jogadores que positivarem para covid-19: dez dias.

“Todos os indivíduos em que, a partir da data da coleta do exame RT-PCR, resultarem em amostra detectável para o RNA do vírus SARS-CoV-2, ficarão afastados em quarentena por 10 dias e liberados para retornar às atividades habituais desde que permaneçam assintomáticos por todo o período e monitorados pelo inquérito epidemiológico diário, sem a necessidade de execução de novo teste molecular”, diz o artigo “a” do item 3 do documento enviado aos clubes no último dia 5 e obtido pelo UOL Esporte.

“O protocolo é atualizado diante de novas situações e nossos estudos. Esse novo período de quarentena é baseado em um estudo extenso do CDC [Centro de Controle e Prevenção de Doenças – agência do serviço de saúde dos Estados Unidos] reconhecido pela Organização Mundial de Saúde. Enviei ao Ministério da Saúde, foi reconhecido, aprovado, e informamos aos clubes”, explicou o chefe médico da CBF, Jorge Pagura.

UOL