Depois de “moer” treinadores nos últimos anos, Tricolor aposta em manutenção de Fernando Diniz mesmo com decepções

Fernando Diniz ganhou o benefício da dúvida no São Paulo. Contratado para tentar salvar o fim de uma gestão cheia de insucessos em campo no mandato do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o técnico tricolor foi respaldado mesmo após o vexame diante do Mirassol, ganhando “blindagem” para o início do Brasileiro.

Logo depois do inesperado e quase inexplicável revés nas quartas de final do Campeonato Paulista, ficou definido que o grupo se prepararia para o Brasileiro em Cotia, longe dos holofotes da Barra Funda. A blindagem foi a maneira de a diretoria dizer que segue acreditando na capacidade de Diniz, admirado pelos jogadores, dar resultado além do entretenimento proposto pelas suas equipes.

A postura de bancar um trabalho pelas ideias mesmo que em campo o clube passe longe de dar frutos relevantes vai de encontro ao que se notabilizou do São Paulo recentemente. Por vezes atrapalhado pelo assédio externo, como nos casos de Juan Carlos Osório e Edgardo Bauza, o Tricolor tem sido uma máquina de troca de comando desde que Leco chegou ao cargo.

Para se ter uma ideia, os dez meses completados por Diniz na função são um recorde da atual gestão. Ainda que não tenha havido futebol em quatro meses deste período, Diniz esteve no cargo mais tempo do que Diego Aguirre conseguiu em 2018. Nos oito meses de Tricolor, porém, o uruguaio esteve em 43 jogos, enquanto o atual comandante está na casa dos 32.

Aguirre, que deixou o São Paulo na quinta posição no Brasileiro daquele ano após um empate contra o Corinthians, fora de casa, é um dos trabalhos que não tiveram paciência semelhante da diretoria tricolor. André Jardine, com 12 partidas, e Cuca, com 26, são exemplos de como tempo não foi uma dádiva comum aos treinadores recentes da equipe.

Nem mesmo Rogério Ceni, um dos maiores ídolos da história são-paulina, teve esse privilégio.  Após três eliminações em 2017, o hoje técnico do Fortaleza deixou o clube em julho daquele ano, ainda no primeiro turno do Brasileiro. Respeitado pelos resultados obtidos no Leão, ele é candidato forte a retornar após a saída de Leco.

Goal.com