O começo das tantas conquistas internacionais do São Paulo teve o dia 17 de junho de 1992 como marco zero. Na data, o Tricolor recebeu o Newell’s Old Boys no estádio Cícero Pompeu de Toledo, popularmente chamado de Morumbi. A partida marcada o jogo de volta da final da Copa Libertadores da América. Após o 1×0 no tempo regulamentar, o SPFC conquistou o torneio nos pênaltis. E Raí, camisa 10 da equipe, relembrou detalhes daquela conquista à SPFC, canal oficial do clube.

O gol do tempo regulamentar aconteceu em um pênalti, convertido pelo próprio Raí. Um dirigente, por sinal, parece ter pressentido o lance. “Eu era o batedor de pênaltis oficial. Estava no ônibus, tinha um conselheiro no banco ao meu lado, falando: ‘Pô, Raí, temos que ganhar esse jogo, a única oportunidade que o São Paulo teve de ganhar a Libertadores, nos anos 1970, o Serrão perdeu o pênalti e perdemos a Libertadores’. O estádio inteiro estava vibrando com o pênalti. A primeira imagem que veio na minha cabeça foi o comentário desse conselheiro”, relembrou.

Após a conquista, um dos momentos mais emocionantes da noite: a invasão de campo. “Acaba o jogo, e a torcida invade. Aquela invasão foi uma comunhão. Toda aquela festa a gente pôde sentir corpo a corpo. É difícil a missão de levantar a taça, imagina isso. Não tenho dúvida nenhuma de que foi o momento mais forte da minha carreira”, finalizou Raí.

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